Dinheiro
06/11/2009 - 18h20

Bovespa fecha em queda de 0,54% e acumula ganho de 4,75% na semana

Publicidade

da Folha Online

As ordens de venda predominaram no pregão desta sexta-feira na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), após três pregões consecutivos de valorização das ações. A Bolsa brasileira, que esboçou recuperação logo pela manhã, mudou de tom após a revelação de números piores do que previsto a respeito do mercado de trabalho americano. A taxa de câmbio caiu pelo quarto dia, atingindo R$ 1,71.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recuou 0,54% no fechamento, aos 64.466 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,78 bilhões. Ainda operando, a Bolsa de Nova York tem perda de 0,13%.

Alvo de quase R$ 800 milhões em negócios, a ação preferencial da Vale desvalorizou 0,69% no pregão de hoje. Outro papel bastante negociado, a ação da Petrobras, teve baixa de 0,96%.

Entre os ativos que compõem o Ibovespa, a ação preferencial das Lojas Americanas liderou os ganhos do dia, com valorização de 7,29%. A empresa revelou ontem à noite lucro de R$ 36,5 milhões no trimestre e um plano de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão.

"O plano de expansão para os próximos quatro anos mostra uma postura mais agressiva em termos de abertura de lojas, o que irá proporcionar um ritmo de crescimento mais acelerado para as vendas", avaliou a equipe de analistas da Link Investimentos.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,719, em declínio de 0,17%. A taxa de risco-país marca 226 pontos, número 0,87% abaixo da pontuação anterior.

O assunto da semana foi a discussão em torno de novas medidas que podem interfir no mercado de câmbio doméstico, como sinalizado pelo Ministério da Fazenda.

"O mercado está prestando atenção a esse ponto desde que o ministro Mantega mencionou o assunto, lá atrás. A questão é que não há nada de concreto com relação a esse problema até o momento. Acho que o mercado está um pouco mais tranquilo e parou um pouco de especular sobre isso", comenta gerente da corretora de câmbio Moeda.

Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA apontou uma perda de 190 mil postos de trabalho no país em outubro, enquanto a taxa de desemprego atingiu o patamar de 10,2%, o maior desde abril de 1983 (em setembro, a taxa estava em 9,8%). Os números foram piores do que o esperado pelos economistas do setor financeiro.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a produção industrial do país subiu em 12 das 14 regiões pesquisadas em setembro, na comparação com o mês anterior.

Empresas

Entre os balanços já divulgados hoje, a empresa de vendas on-line B2W informou que teve lucro líquido de R$ 13,5 milhões no terceiro trimestre, queda de 38% frente aos R$ 21,8 milhões reportados em igual período do ano passado. A ação ordinária dessa empresa foi um dos papéis mais negociados da Bolsa, desvalorizando 5,02%.

E a construtora e incorporadora Gafisa reportou um lucro líquido de R$ 63,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 340,3% sobre o resultado de um ano antes. A ação ordinária teve alta de 1,01%.

A seguradora americana AIG (American International Group) registrou um lucro de US$ 455 milhões (US$ 0,68 por ação) no terceiro trimestre, contra um prejuízo de US$ 24,5 bilhões um ano antes. O resultado marca o segundo trimestre seguido de desempenho positivo para a empresa. Trata-se de uma das instituições financeiras mais atingidas pela crise financeira mundial em 2008.

Comentários dos leitores
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
É verdade, Henrique Silva. O Brasil melhorou consideravelmente seu status internacional, alguns de seus históricos sociais. Parabéns ao Governo Lula! O problema é fechar os olhos para os equívocos... Tem uma turminha aí que não larga o osso seja qual for o governo, seja qual for sua matiz. A democracia e o amadurecimento de suas instituções não podem prescindir da crítica.
Que o próximo, seja qual for, seja melhor ainda!!!!
sem opinião
avalie fechar
Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
O grande problema de muitos brasileiros é ter o COMPLEXO DE VIRA-LATA. Estas pessoas complexadas não aceitam o fato de que o Brasil é hoje a nona potência econômica mundial e que em dez anos seremos a quinta, segundo previsões econômicas nacionais e internacionais. Não aceitam que o Brasil é um país democrático, que estamos crescendo de forma sustentável, que estamos variando nossa matriz energética, que o atual governo é melhor que o anterior, que internacionalmente estamos infinitamente mais respeitados que há 7 anos, que o IDH está aumentando, que a desigualdade social caiu, que o poder de compra melhorou, que a dívida pública caiu, que o desemprego caiu, que os salários estão sendo reajustados acima da inflação, que 32 milhões de pessoas saíram da pobreza.
RESUMINDO: O COMPLEXO DE VIRA-LATA NÃO DEIXA A PESSOA VER QUE O BRASIL MELHOROU.
2 opiniões
avalie fechar
Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca