Dinheiro
07/11/2009 - 18h01

FMI planeja cobrar taxa de bancos proporcional ao risco assumido

Publicidade

da France Presse, em Saint Andrews (Reino Unido)
da Folha Online

O diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, disse neste sábado, após a reunião dos ministros das Finanças do G20 em Saint Andrews (Reino Unido), que sua organização está avaliando a implementação de uma taxa que seria aplicada aos bancos para compensar o risco que cada um assume com suas operações, mas rejeitou o pedido do G20 de estudar uma taxa para transações financeiras internacionais.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, havia indicado previamente que o grupo estudava uma proposta de taxação sobre transações financeiras para que os bancos se responsabilizem por uma parte do que custaram ao contribuinte durante a crise, mas Strauss Kahn defendeu que, por motivos técnicos, esta não seria a melhor solução.

"Por muitas razões [uma taxa como a proposta por Brown] é muito difícil; na verdade, é impossível", estimou, afirmando que "preferia uma segunda melhor solução que seja possível aplicar".

"Hoje é razoável, com a crise que acabamos de viver, dizer que o setor financeiro, portador de maiores riscos que outros setores econômicos, deve pagar parte de destes riscos, e que não é de modo algum normal que indivíduos ou empresas possam assumir riscos desmedidos que depois são pagos pela coletividade", destacou.

Segundo Strauss-Kahn, sua organização trabalha atualmente com um sistema desenvolvido a pedido dos chefes de Estado que se reuniram em setembro em Pittsburgh (Estados Unidos), que foi batizado de "taxa FMI".

Esta teria "o objetivo de reduzir a assunção de riscos no setor financeiro" e "ao mesmo tempo constituir uma espécie de fundo de reserva que poderia ser usado em caso de crise."

"Nos países onde houver muita regulação financeira, haverá menos necessidade de constituir uma apólice, porque haverá menos risco, enquanto onde houver menos regulação, como os Estados Unidos, será necessário pagar uma apólice mais cara", explicou Strauss-Kahn, comparando o sistema a um contrato de seguros.

Strauss-Kahn disse ainda que o valor arrecadado com a taxa "se acumularia para não ser necessário recorrer aos contribuintes em caso de crise". "Se chegarmos a de fato instaurá-la, teremos dado um grande passo na regulação do sistema financeiro", estimou.

Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
"FMI vê recuperação lenta e diz ser cedo para tirar estímulos à economia"
Os verdadeiros Governos democráticos, deveriam ignorar os conselhos desse FMI, pois é um organismo que defende um Governo para as Instituições e não um Governo para o POVO.
Está sempre aconselhando governos a injetar dinheiro público em instituições privadas e em Sistema Financeiros, bancos e empresas particulares, a pretexto de recuperar a Economia. Mas, na realidade esse dinheiro vai se transformar em lucros privados, jatinhos, iates, limusines, viajens de turismo, ou colar de diamantes no pescoço de prostituta elegante ou no pescoço de amantes de algum políticos ou empresários, sem retorno nenhum social para quem paga os impostos.
O FMI, só visa privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
O Dinheiro do Povo, tem que ser injetado é no POVO.
sem opinião
avalie fechar
Como não há perspectiva de fim das guerras impossíveis de vitória que os EUA enfrentam, também não há possibilidade de diminuição dos catástróficos déficits do país. Sua economia continuará a encolher, aumentará o desemprego e o mundo todo ficará na expectativa de uma recessão geral. Desde 1950, na Coreia, os EUA não vencem uma guerra e preferem pagar o elevadíssimo custo deficitário e de vidas inutilmente jogadas fora a perceber que não são os imperadores do mundo. Se Obama tentar alterar esta visão destorcida, pagará o que Kennedy pagou. Todos querem convencer o Irã a desistir da bomba. Quem se atreverá a convencer os EUA a desistir desta bomba um milhão de vezes mais destrutiva, que tornará seu país irrelevante no mundo a um custo gigantesco para todos nós? sem opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
A respeito do setor automotivo, dado o conhecimento e sistemas produtivo e ou e razão da crise que se abateu em alguns paises e ou regiões, é certo que com atuais conhecimentos e técnicas é possivel se transferir uma unidade industrial entre regiões ou continente, e com pequenas mudanças tornar mais modernas e produtivas, em questão de alguns meses, uma reengenharia, produtiva e ou de localização. Mas certo é que seriam poucos os empregos que poderiam ser mantidos no ambiente de origem, apesar dos meios de comunicação apresentarem boa evolução..... e ou para o caso de pornecedores bom percentual poderiam serem considerados.,..... sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4296)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca