Dinheiro
09/11/2009 - 08h34

Mercado prevê crescimento maior da economia em 2009 e 2010

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 08h41.

Economistas consultados pelo Banco Central revisaram para cima suas previsões para o crescimento da economia brasileira e esperam uma variação do PIB (Produto Interno Bruto) ligeiramente maior em 2009 e 2010. Para o fim deste ano, a projeção de crescimento passou de 0,18% para 0,20%. Para o fim do ano que vem, a expectativa é de crescimento de 4,83%, contra previsão anterior de 4,8%.

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De acordo com a pesquisa Focus, feita na última semana e divulgada nesta segunda-feira pelo BC, a previsão é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) feche este ano em 4,27%, mesma estimativa feita na semana passada.

Para 2010, a previsão é de que a inflação oficial encerre o ano em 4,46%, contra 4,45% da semana anterior. As duas projeções estão abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo para os dois anos, que é de 4,5%.

O mercado manteve ainda as projeções feitas anteriormente para a taxa básica de juros (Selic). Após o Copom (Conselho de Política Monetária) manter na última reunião os juros em 8,75%, os economistas apostam que a Selic fechará o ano neste mesmo patamar. O conselho se reúne uma vez mais em 2009, em dezembro. Para 2010, a expectativa é que os juros encerrem o ano em 10,50%.

Mais inflação

A previsão do mercado para o IGP-DI melhorou, passando de queda de 0,44% para redução de 0,47%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), a previsão passou de -0,87% para -0,88%. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, entre eles, contas de luz e aluguéis.

A previsão para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), caiu de 3,99% para 3,94%. Para 2010, as previsões para os IGPs e para o IPC-Fipe ficaram em 4,5%.

Outros indicadores

O mercado prevê o dólar em R$ 1,70 para o fim de 2009, mesma previsão feita anteriormente. Para 2010, a projeção foi mantida em R$ 1,75.

A previsão para o superavit da balança comercial passou para US$ 25,5 bilhões (contra US$ 26 na semana anterior) e para o deficit nas transações correntes se manteve em US$ 16,9 bilhões.

A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 25 bilhões neste ano, passando de US$ 33 bilhões para US$ 35 bilhões em 2010. A projeção para a relação dívida/PIB foi mantida em 44%.

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (134) 21/11/2009 09h56
Domingos Aparecido (134) 21/11/2009 09h56
RESPOSTA AO SR. CARLOS JOSÉ DOS SANTOS.
Prezado Companheiro virtual, vou fazer uma confissão: Sou Corinthiano há 60 anos, fico alegre quando o Ronaldo faz um gol, mais senti uma alegria maior ainda ao ler o seu comentário sobre esse famigerado FMI. Só acho que faltou você acrescentar em seu comentário que, hoje o Brasil tem mais de 20 milhões de pessoas (segundo o Reporter Record) morando em "CORTIÇOS" e nunca se viu na história deste país, a quantidade tão grande de vendas de carros de luxo, mansões, iates, etc. como estamos tendo agora.
Está escrito: 1Jo 2:15 - Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Maranata.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
"FMI vê recuperação lenta e diz ser cedo para tirar estímulos à economia"
Os verdadeiros Governos democráticos, deveriam ignorar os conselhos desse FMI, pois é um organismo que defende um Governo para as Instituições e não um Governo para o POVO.
Está sempre aconselhando governos a injetar dinheiro público em instituições privadas e em Sistema Financeiros, bancos e empresas particulares, a pretexto de recuperar a Economia. Mas, na realidade esse dinheiro vai se transformar em lucros privados, jatinhos, iates, limusines, viajens de turismo, ou colar de diamantes no pescoço de prostituta elegante ou no pescoço de amantes de algum políticos ou empresários, sem retorno nenhum social para quem paga os impostos.
O FMI, só visa privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
O Dinheiro do Povo, tem que ser injetado é no POVO.
6 opiniões
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Como não há perspectiva de fim das guerras impossíveis de vitória que os EUA enfrentam, também não há possibilidade de diminuição dos catástróficos déficits do país. Sua economia continuará a encolher, aumentará o desemprego e o mundo todo ficará na expectativa de uma recessão geral. Desde 1950, na Coreia, os EUA não vencem uma guerra e preferem pagar o elevadíssimo custo deficitário e de vidas inutilmente jogadas fora a perceber que não são os imperadores do mundo. Se Obama tentar alterar esta visão destorcida, pagará o que Kennedy pagou. Todos querem convencer o Irã a desistir da bomba. Quem se atreverá a convencer os EUA a desistir desta bomba um milhão de vezes mais destrutiva, que tornará seu país irrelevante no mundo a um custo gigantesco para todos nós? 2 opiniões
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