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Dinheiro
09/11/2009 - 10h36

Produção de veículos se recupera e cresce 16% em outubro

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TATIANA RESENDE
da Folha Online

A produção da indústria automobilística apresentou aumento de 15,7% em outubro no comparativo com o mês anterior, sustentada pelo mercado interno, apesar do impacto negativo das exportações. Trata-se do segundo melhor mês da história, perdendo apenas para julho de 2008.

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), foram fabricados 315.956 veículos nesse período, que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

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No confronto com outubro do ano passado, houve aumento de 6,3% na produção. É a primeira alta depois de um ano de quedas neste comparativo.

Já nos dez primeiros meses do ano (2,64 milhões de unidades), a diminuição chegou a 9,7%.

As exportações apresentaram aumento de 16,7% no comparativo com setembro, mas caíram ante o mesmo mês do ano passado (31,2%) e no acumulado do ano (42%).

O número de empregados nas montadoras somou em outubro 121.801 trabalhadores, 563 a mais do que em setembro (121.238), mas ainda 9.916 abaixo do contabilizado em outubro de 2008 (131.717), quando houve o agravamento da crise.

Vendas

A volta gradual do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) a partir de outubro fez as vendas de veículos recuarem 4,6% no mês no confronto com setembro, que detém o recorde de emplacamentos. No mês passado, foram licenciadas 294,5 mil unidades, a maior marca já contabilizada para um mês de outubro, ultrapassando a quantidade alcançada em 2007 (244,5 mil), maior patamar registrado até então.

No confronto com outubro de 2008, o número de unidades teve acréscimo de 23,1%. Já no acumulado do ano, com o licenciamento de 2,597 milhões de veículos, a expansão nas vendas foi de 6,1%. O tributo reduzido em dezembro do ano passado para carros voltou a subir gradativamente desde outubro e vai chegar à alíquota original em janeiro.

Veja as alíquotas do IPI em cada mês

arte Folha de S.Paulo
Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Mesmo com aquecimento global, Conferência do clima em Copenhague e tudo, o setor petrolífero e automotivo voltam à todo vapor com pesados investimentos. Como se não bastasse o egocentrismo da emergente classe média em não abrir mão de um "direito" à propriedade de um veículo, não se importando com as consequências no trânsito. Mesmo com pesados investimentos em transporte público, o argumento é que ele ainda continua precário.
"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
sem opinião
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Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Vamos ver se desta vez eles efetivam os terceiros residentes, uma vergonha ter mais de 4 mil terceiros da planta Anchieta para obter o mesmo produto final e pagando salários abaixo da média para eles... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
A respeito do setor de autopeças. Creio que dada as isenções de ipi aos automoveis, faltou dar uma salvaguarda para incrementar, prestigiar o produtor de autopeças aqui radicados, inclusive poderia auxiliar a players internacionais para produzirem aqui, inclusive para exportações em futuro ser atual crise vividas em diversos paises. (por conceito sou favoravel ao livre mercado e livre iniciativa, a desoneração de impostos e ou entraves burocraticos, mas eventualmente o mercado e o país deve dar certa salvaguarda, mas sempre por periodo menor possivel).
Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
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