Dinheiro
09/11/2009 - 13h31

Ministro defende redução do IPI para carros mais potentes

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da Agência Brasil, em Luanda
da Folha Online

O governo deve discutir até meados de 2010 a possibilidade de reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os automóveis com motores mais potentes, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

Segundo ele, no entanto, não será a potência do motor que vai definir o critério sobre o imposto, mas sim uma série de avaliações estabelecidas a partir de um estudo em curso. A alíquota normal dos carros populares é de 7% e os demais pagam até 25%, de acordo com o modelo --temporariamente as alíquotas estão reduzidas para os motores até 2.0 (veja tabela abaixo).

O ministro afirmou que é fundamental estimular a produção de veículos mais potentes e sua eficiência, além de cooperar com a redução da emissão de gases. "A ideia é cobrar o IPI em cima da eficiência do consumo. Isso vai estimular a produção de automóveis. O objetivo é conseguir implantar isso o mais rapidamente o possível", afirmou.

O ministro disse que vai defender a redução, assim como ocorreu com o IPI para os produtos da linha branca, cuja desoneração priorizou os produtos que economizam mais energia.

"O presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] é prático: ele escuta, analisa e decide", afirmou. O ministro está em Luanda e depois segue para Maputo (Moçambique) e Johanesburgo (África do Sul) com um grupo de empresários para intensificar o comércio entre brasileiros e africanos.

Miguel Jorge afirmou que vai ampliar as articulações em defesa das alterações na cobrança do IPI para os automóveis mais potentes depois de concluído um estudo --em fase de elaboração pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) --que analisa o desempenho de todos os modelos de veículos em circulação no país.

De acordo com o ministro, existem no país aproximadamente 450 modelos de veículos em circulação, com diferentes potências de motor. O estudo desenvolvido há dois anos pelo Inmetro faz uma avaliação completa da eficiência do motor, da emissão de gases e das despesas.

Veja as alíquotas do IPI em cada mês

arte Folha de S.Paulo
Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (47) 19/11/2009 22h10
Olmir Antonio de Oliveira (47) 19/11/2009 22h10
A respeito do setor de autopeças. Creio que dada as isenções de ipi aos automoveis, faltou dar uma salvaguarda para incrementar, prestigiar o produtor de autopeças aqui radicados, inclusive poderia auxiliar a players internacionais para produzirem aqui, inclusive para exportações em futuro ser atual crise vividas em diversos paises. (por conceito sou favoravel ao livre mercado e livre iniciativa, a desoneração de impostos e ou entraves burocraticos, mas eventualmente o mercado e o país deve dar certa salvaguarda, mas sempre por periodo menor possivel).
Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
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Alexandre Pellizzon (95) 09/11/2009 16h22
Alexandre Pellizzon (95) 09/11/2009 16h22
Os estados que mais produzem veiculos: Sp, MG e RS sao governados por tucanos. Eles nao defedenram os empregos dos metalurgicos durante a crise, nao reduzindo nenhum imposto e ainda se beneficiaram do ipi q aumento a venda de carros 1 opinião
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celso assis (63) 09/11/2009 15h41
celso assis (63) 09/11/2009 15h41
Com relação ao ICMS estadual sobre os carros acho de fato um roubo, e por que nos estados onde o PT governa eles aproveitam a boquinha e não isentam os os compradores de tal imposto ( o Sr. Jorge Wagner na Bahia do PT deveria começar a renunciar deste imposto) Lembram-se de qdo este famosso PT com seus Lulas e similares falavam mal e estavam contra o Plano Real , que de fato conseguiu acabar com nossa inflação. 2 opiniões
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