Dinheiro
09/11/2009 - 15h32

Bolsas da Europa fecham em alta com Allianz e reunião do G20

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da Folha Online

As Bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, com o otimismo dos investidores um dia após o G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) ter decidido manter as medidas de estímulo à economia e pedir ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que estude a possibilidade taxar as transações financeiras internacionais.

Além disso, a seguradora Allianz apresentou resultados positivos, que superaram as estimativas dos analistas.

A Bolsa de Londres subiu 2,14%, indo para 5.235,18 pontos no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt subiu 2,40% no índice DAX, para 5.619,72 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 1,45%, indo para 6.385,14 pontos no índice Swiss Market; a Bolsa de Amsterdã fechou com ganho de 2,38%, com 314,46 pontos no índice AEX General; e a Bolsa de Madri fechou em alta de 1,97%, com 1.233,36 pontos no índice Madrid General.

O ministro de Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, disse que seus colegas também se comprometeram a apoiar as medidas de estímulo, a estabilidade financeira e o crescimento, assuntos que classificou como prioritários. Ele disse, no entanto, que, apesar de a situação econômica ter melhorado desde o colapso do sistema financeiro, a crise ainda não foi superada, motivo pelo qual foi decidido que as medidas de estímulo fiscal serão mantidas até que haja sinais sólidos de recuperação.

Hoje, em mais uma nota de otimismo, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, disse que a "queda livre" da economia global terminou, mas reconheceu ainda haver riscos à estabilidade financeira e ao crescimento econômico.

Trichet destacou que os países, com suas medidas contra a crise, conseguiram evitar uma depressão, mas afirmou que a perspectiva é de uma "situação muito complexa", há muitos parâmetros a serem considerados e o desemprego está entre os principais problemas

As ações da Allianz subiram mais de 4%. A empresa informou hoje que, excluída a venda do Dresdner Bank, o lucro líquido no terceiro trimestre foi de 1,32 bilhão de euros (cerca de US$ 2 bilhões), contra 545 milhões de euros um ano antes. O resultado superou a previsão de 1,25 bilhão de euros dos analistas.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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