Dinheiro
10/11/2009 - 00h42

Superavit por conta corrente do Japão sube 0,2% em setembro

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da Efe

O superavit por conta corrente do Japão cresceu em setembro 0,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, aos 1,57 trilhões de ienes (11,634 bilhões de euros), informou nesta terça-feira o Ministério das Finanças.

Trata-se do segundo mês consecutivo com superavit por conta corrente do Japão desde fevereiro de 2008, o que se atribui a uma ligeira recuperação das exportações japonesas, segundo a agência local Kyodo.

Em setembro, o balanço do comércio de bens e serviços do Japão registrou um superavit de 560,300 bilhões de ienes (4,151 bilhões de euros), de acordo com o relatório preliminar divulgado hoje pelo Ministério.

No entanto, entre abril e setembro este indicador experimentou uma queda de 9,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior até 7,25 trilhões de ienes (53,828 bilhões de euros).

O excedente no comércio de mercadorias se situou em 599,200 bilhões de ienes (4,444 bilhões de euros), 87,1% a mais que no mesmo mês do ano anterior.

As exportações se reduziram 32,1% em setembro até 4,77 trilhões de ienes (35,443 bilhões de euros), o que supõe o 12º mês consecutivo de descenso.

Quanto às importações, experimentaram sua 11ª queda mensal consecutiva, com um retrocesso de 37,7% em relação a setembro de 2008, até situar-se em 4,17 trilhões de ienes (30,986 bilhões de euros).

A balança de conta corrente é a diferença entre a renda que recebe um país de fontes estrangeiras e os pagamentos que realiza ao estrangeiro, excluído o investimento líquido de capital.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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