Dinheiro
10/11/2009 - 08h57

Demanda por crédito tem 3ª queda consecutiva em outubro, diz Serasa

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da Folha Online

A demanda dos consumidores por crédito registrou a terceira queda consecutiva em outubro, segundo dados da empresa de análise de crédito Serasa Experian divulgados nesta terça-feira. A quantidade de pessoas que, no mês passado, buscaram crédito junto a bancos, financeiras, crediários, cartões de crédito, entre outros, recuou 0,4% em relação a setembro.

Em relação a outubro do ano passado, o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito cresceu 0,8%. No acumulado dos dez primeiros meses de 2009, a queda na demanda do consumidor por crédito recuou 3,3%, em relação ao mesmo período de 2008.

A queda mensal, segundo a Serasa, sinaliza um "esgotamento, no curto prazo, da capacidade de endividamento dos consumidores". Além disso, o recuo reflete o início da retirada de alguns estímulos fiscais (como IPI reduzido sobre automóveis e eletrodomésticos), fatores que foram "relevantes para recolocar a economia brasileira novamente em rota de crescimento, após ter sido atingida pela crise financeira internacional".

No mês passado o destaque de queda na procura por crédito foi a alta renda (consumidores com rendimento mensal superior a R$ 10 mil): nessa faixa de renda, a queda foi de 3,1%, após recuo de 5,1% em setembro. No acumulado do ano, essa faixa de renda ainda apresenta a menor queda na procura por crédito (recuo de 1,3% no acumulado de janeiro a outubro de 2009 ante o mesmo período de 2008).

A queda ocorreu também, pelo segundo mês consecutivo, nas faixas intermediárias de renda em outubro: consumidores com renda entre R$ 1.000 e R$ 2.000 mensais (-3,3% em setembro e -1,6% em outubro); e com renda entre R$ 2.000 e R$ 5.000 (-3,1% em setembro e -0,7% em outubro).

Já entre os consumidores de mais baixa renda --até R$ 500,00 por mês-- a demanda por crédito cresceu 2,3% no mês passado --primeira variação positiva após três quedas mensais consecutivas (-6,6% em julho; -1,9% em agosto; e -3,3% em setembro).

No acumulado do ano, essa camada apresenta o maior recuo em termos de demanda por crédito: -11,2% no período de janeiro a outubro contra o mesmo período do ano passado.

Por região

Por região, a queda em outubro foi determinada pelos consumidores das regiões Centro-Oeste (-5,2%), Sul (5%) e Nordeste (-1,3%).

No acumulado de janeiro a outubro de 2009 em comparação com o mesmo período do ano passado, todas as regiões ainda apresentam queda na procura dos consumidores por crédito. A maior delas foi verificada na região Nordeste (-4,6%), seguida pelo Sudeste (-3,8%) e pela região Norte (-3,4%). As regiões Centro-Oeste (-1,1%) e Sul (-1,9%) seguem com variações negativas menores.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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