Dinheiro
10/11/2009 - 13h01

Lula diz que crise deixou países mais humildes e defende exportações

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TATIANA RESENDE
da Folha Online

A crise econômica mundial fez os dirigentes das grandes potências ficarem mais humildes, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira no Fórum Econômico Brasil Itália, realizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

"Está todo mundo mais humilde. Eu participo do G20 e nunca vi tanta gente humilde", afirmou.

Lula ressaltou que o Banco Mundial e o FMI (Fundo Monetário Internacional), antes da turbulência econômica, tinham todas as respostas para o desenvolvimento dos países pobres. "Quando a crise eclodiu nos países ricos, não tinham solução", alfinetou.

"Muitos governantes esqueceram de governar achando que o mercado por si só resolveria", acrescentou, ressaltando que é hora de avaliar o que de certo foi feito no século 20 e o que pode ser mudado para o século 21.

O presidente disse ainda que o Estado "tem que ser apenas um indutor, um regulador", para não permitir que haja setores esquecidos. Lula ressaltou que, com a crise, "descobrimos que o nosso sistema financeiro era um dos mais controlados do mundo".

Exportação

O momento agora, em sua opinião, é de descobrir novos consumidores. "Os Estados Unidos certamente vão levar muito tempo para voltar a ser um consumidor prioritário do mundo. Eles serão muito mais cuidadosos, como já disse [Barack] Obama mais de uma vez. A Europa, do mesmo jeito."

Por isso, destacou a necessidade de "procurar novos nichos de oportunidade". "O Brasil não pode ficar estagnado, tem que se espraiar pelo mundo para vender suas coisas."

Sobre os empresários que foram para a China em busca de redução no custo de produção, Lula disse que "lá não tem jornal para falar mal, não tem sindicato para fazer greve, muita gente gosta". Para ele, é preciso ficar de olho numa ampliação da parceria entre o país asiático e os Estados Unidos, o que teria efeitos em todo o comércio mundial.

"A balança comercial entre dois países tem que ser uma via de duas mãos. Não interessa para nenhum país ter uma vantagem no superavit muito grande, é preciso que haja um certo equilíbrio para que os dois países se sintam confortáveis. E Brasil e Itália estão. Mas um fluxo total de US$ 14 bilhões é muito pouco para o tamanho da Itália e para o tamanho do Brasil", disse.

Sobre as metas da União Europeia para adição de etanol, Lula afirmou que é preciso "começar agora a pensar em fazer estoque ou outra vez não vamos cumprir o que foi acordado", referindo-se aos investimentos que precisam ser feitos pelos empresários em usinas de cana-de-açúcar. "A matriz energética tem que ser mudada, é uma questão apenas de tempo. Não é o presidente Lula que quer vender etanol", comentou.

Brincando, Lula disse que Paulo Skaf, presidente da Fiesp, tem que parar de convidá-lo para visitar a entidade. "Daqui a pouco estou vindo mais na Fiesp do que na sede da CUT", afirmou.

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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