Espanha vai retirar Luxemburgo de sua lista de paraísos fiscais
da France Presse, em Bruxelas
da Folha Online
Luxemburgo será excluído da lista da Espanha de paraísos fiscais, depois dos dois países terem concluído nesta terça-feira em Bruxelas (Bélgica) um acordo de compartilhamento de informações, dentro dos critérios da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).
Os ministros da Economia da Espanha, Elena Salgado, e de Luxemburgo, Luc Frieden --que participam de uma reunião com seus pares europeus-- assinaram uma modificação do convênio bilateral que evita a dupla imposição e previne a evasão fiscal.
Concretamente, os dois países introduziram uma cláusula que contempla o intercâmbio de informações "sob demanda e em casos específicos", conforme os padrões da OCDE.
"Até agora, Luxemburgo não nos fornecia nenhuma informação" devido ao sigilo bancário, explicou Salgado à imprensa, indicando que o intercâmbio começará no dia 1º de janeiro de 2010.
"Isso vai permitir que identifiquemos os beneficiários de qualquer transação", em particular "os espanhóis com renda ou patrimônio" em Luxemburgo, acrescentou a ministra.
Em abril, após a reunião do G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes), a OCDE divulgou em seu site duas listas de paraísos fiscais. A primeira lista contém os países que, segundo a organização, não estão comprometidos com padrão fiscal internacional; a segunda reúne os países que estão comprometidos, mas ainda não implementaram mudanças substanciais em suas políticas fiscais. O G20 declarou à época que "a era do segredo bancário terminou".
São considerados paraísos fiscais os países que não cumprem com os padrões internacionais de compartilhamento de informações bancárias e fiscais.
Em setembro, a OCDE removeu a Suíça da lista de paraísos fiscais, depois que o país assinou dois tratados para repassar dados sobre impostos a autoridades externas --o 11º, com os Estados Unidos, e o 12º, com o Qatar.
Outros países, como Áustria, Bélgica e Luxemburgo já haviam sido removidos da lista da organização; outros locais, no entanto, como San Marino e Mônaco, já retirados da lista, continuam sob avaliação da organização, por terem assinado tratados apenas com parceiros menores, disse Saint-Amans.
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A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
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