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Dinheiro
10/11/2009 - 16h39

Dólar fecha a R$ 1,71; Bovespa perde 0,22%

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da Folha Online

Os preços da moeda americana tiveram um repique após cinco dias consecutivos de queda, num dia de queda moderada das Bolsas de Valores. A cotação doméstica do dólar, no entanto, ainda oscila em torno de R$ 1,71, pressionado também pela desvalorização internacional dessa moeda no mercado internacional: hoje, o euro fica acima de US$ 1,50.

Dessa forma, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,717, alta de 0,94%, nas últimas operações desta terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,720 e R$ 1,702. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,820, avanço de 1,11%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra perda de 0,22%, aos 66.067 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,96 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 0,10%.

Ontem, quando a taxa ficou abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde a primeira quinzena de outubro, o que elevou as especulações de que o governo volte a lançar medidas que afetam o mercado de câmbio doméstico, a exemplo da taxação de capital estrangeiro, anunciada no mês passado.

Para corretores, os agentes financeiros, por enquanto, somente monitoram o assunto, sem elementos mais concretos para trabalhar sobre essa possibilidade.

"Se o mercado realmente estivesse especulando em cima disso, acredito que a taxa estaria num patamar mais alto agora", comenta Carlos Alberto Postigo, gerente de operações da Casa Paulista Assessoria Bancária, braço do Banco Paulista no segmento de câmbio turismo. "O que nós vimos hoje foi uma recuperação até, ao meu ver, bastante modesta, fruto também do mercado acionário, que está realizando [vendendo ações mais caras] um pouco hoje", acrescenta.

O Banco Central promoveu seu leilão diário de compra às 15h09 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,7119 (taxa de corte).

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que regula o custo do dinheiro nos bancos, manteve as taxas projetadas nos contratos de mais longo prazo.

No contrato que aponta os juros para janeiro de 2010, a taxa prevista continuou em 8,64% ao ano; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada ficou em 10,16%. Essas taxas são preliminares e ainda podem sofrer ajustes.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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