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Dinheiro
11/11/2009 - 07h58

Lucro da ALL no trimestre cai 50,7%, para R$ 57,9 milhões

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da Reuters

Atualizado às 08h17.

A empresa de logística ALL (América Latina Logística) anunciou nesta quarta-feira que encerrou o terceiro trimestre com lucro de R$ 57,9 milhões, queda de 50,7% sobre igual período do ano passado --R$ 117,4 milhões.

A ALL --maior empresa independente de serviços de logística da América Latina-- informou que a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de R$ 341,2 milhões, recuo de 5,3% em relação ao terceiro trimestre de 2008. A margem Ebitda passou de 53,3% para 51,5%.

Nos nove primeiros meses de 2009, a companhia teve lucro de R$ 95,4 milhões, recuo de 54,3%.

A empresa informou que as tarifas (rentabilidade média) no terceiro trimestre caíram 6,5% no Brasil como reflexo de "repasse da redução no preço do diesel e maiores volumes de carga de retorno, parcialmente compensado por um aumento no volume de ponta rodoviária (...) e um preço de frete depreciado no mercado à vista".

A receita líquida recuou com isso 2%, para R$ 662,5 milhões.

A empresa classifica o quarto trimestre como "desafiador" no balanço, mas vê 2010 com perspectivas promissoras diante de estimativa de crescimento de 9,3% na safra brasileira de grãos na região de atuação da ALL. A companhia ainda cita produção industrial subindo 6,5% no próximo ano.

"Os sinais de recuperação na rentabilidade são bastante positivos para 2010", informa a empresa no balanço. De janeiro a setembro, a rentabilidade caíram 2,9% no Brasil.

Os volumes de cargas no terceiro trimestre cresceram 11,4% no Brasil. Mas na Argentina, que representa atualmente 5% da receita da companhia, os volumes tombaram 24%.

As despesas financeiras saltaram 57,1%, passando de R$ 134 milhões no terceiro trimestre de 2008, para R$ 210,6 milhões nos três meses encerrados em setembro.

Segundo a empresa, o terceiro trimestre do ano passado contou com um ganho extraordinário de R$ 78 milhões ocasionado por depreciação do real contra o dólar logo após o início da crise mundial. No trimestre passado, a empresa incorreu ainda com gastos adicionais com juros de contratos de aluguel de novos vagões.

 

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