Dinheiro
11/11/2009 - 17h36

Indústria de SP deve fechar 2009 com corte de 80 mil vagas, diz Fiesp

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GIULIANA VALLONE
da Folha Online

O emprego na indústria paulista registrou em outubro mais uma alta após meses afetado pela crise econômica --e a consequente queda na atividade industrial em todo o país. Até o final do ano, porém, não será possível recuperar as perdas, e o setor deve fechar 2009 com queda acumulada de 4%, afirmou o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Francini, nesta quarta-feira.

O número representa o corte de 80 mil vagas e é mais otimista do que as previsões anteriores de Francini, que afirmava que a queda poderia chegar a 5% neste ano.

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Hoje, a Fiesp anunciou que o emprego industrial no Estado cresceu 0,41% em outubro ante setembro, na série sem ajuste sazonal. Ao todo, foram 9.000 contratações no período. Considerando os dados com ajuste, que elimina características específicas de cada período, houve aumento de 0,28% --o maior em 18 meses.

"Há uma redução do estoque negativo de perda de postos de trabalho", disse Francini nesta quarta. "Os dois números de outubro [com e sem ajuste sazonal] são fortemente positivos, mesmo quando comparados aos resultados do mês em anos pré-crise."

Na comparação com outubro de 2008, o nível de emprego ainda registrou queda de 7,61%, mas, segundo o diretor do Depecon, esse percentual vai "reduzir-se de forma bastante clara nos próximos meses", já que eles terão como base o período mais afetado pelos efeitos da crise no Brasil.

2010

Para o próximo ano, o cenário mantém a tendência de melhora registrada nos últimos meses. De acordo com Francini, o crescimento da economia brasileira deve ficar em torno de 5% a 6% em 2010, e o setor industrial deve se recuperar. Para ele, a expansão na atividade do setor deve ficar entre 8% e 10%.

"Deve crescer 8% em uma expectativa modesta", disse. "Teremos uma forte taxa de crescimento da indústria e, portanto, do emprego, no ano que vem."

Setores

No mês passado, dos 22 setores, 16 tiveram desempenho positivo, quatro mais demitiram que contrataram e dois ficaram estáveis. Segundo Francini, o resultado é bom porque mostra que a geração de emprego está "espalhada" pelos diversos segmentos da indústria.

O setor com maior saldo de contratação em outubro, com relação a setembro, foi de couros e fabricação de artigos de couro, artigos de viagem e calçados (2,4%), seguido de produtos têxteis, com 1,5%, e móveis, com 1,3%.

Os que mais demitiram foram outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, com queda de 1,6%, e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com recuo de 0,7%.

Considerando o número de vagas, o setor de veículos automotores foi o que mais contratou, com 1.763 postos, seguido por produtos têxteis, com 1.504.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h22
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h22
Acabei de ler na Revista Veja na casa de um meu amigo, uma reportagem em que lá pelas tantas diz assim : O BRASIL PASSA AGORA PELO SEU MELHOR MOMENTO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS. Que isso ? Já vai se entregar assim de vez ? Um aviso. Assim sendo, dentro de algum tempo voce poderá topar na banca com uma nova revista, que se chamará IN.VEJA. sem opinião
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Cassio Tavares (663) 26/11/2009 18h44
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 18h44
Celso Assis, acorda. Voce está lendo o jornal de uns 10 anos atrás. Olhe a data aí no alto. 1 opinião
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celso assis (67) 26/11/2009 16h04
celso assis (67) 26/11/2009 16h04
COMO TODO CIDADAO DESTE PAIS TB ESTOU TORCENDO POR UMA RECUPERAÇAO EM 2010. SE FOR NECESSARIO, POIS ANALISTAS DA MIDIA DIZEM QUE NEM HOUVE CRISE.
MAS ESTOU COM UM PÉ ATRAS, POIS CERTAMENTE TEMOS AQUI E EM OUTROS PAISES EMERGENTES, UMA BELA BOLHA NAS BOLSAS, NOS IMOVEIS, ETC.
PARECE QUE A ECONOMIA ESTA SENDO TOCADA NA BASE DE DINHEIRO EMPRESTADO, QUE LOGO PODE ESGOTAR-SE OU REDUNDAR EM CALOTES IMENSOS.
TB TEMOS QUE TORCER MUITO PARA QUE O MUNDO NAO SOFRA UMA RECAIDA TAO LOGO TERMINEM O FORNECIMENTO DOS ANALGESICOS (POLITICA MONETARIA E FINANCEIRA EXTREMAMENTE FROUXA), QUE ESTAO SENDO MINISTRADOS AO PACIENTE, AINDA NA UTI, E QUE SE RETIRADOS CAUSA A VOLTA DE FEBRE LÁ PELOS 42 GRAUS, SEGUIDAO DO COLAPSO TOTAL.
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