Ritmo de venda de imóveis novos em SP bate recorde em setembro
da Folha Online
O ritmo de vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo bateu recorde em setembro. Das unidades disponíveis na capital paulista, 30,8% foram comercializadas, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo. Em agosto, o percentual havia sido de 22,7%.
O número de unidades vendidas (5.049) só ficou abaixo do total comercializado em dezembro de 2007 (5.428). As vendas foram 41,1% superiores às de agosto e quase o dobro do que foi registrado em setembro do ano passado (2.544 imóveis), quando houve o agravamento da crise econômica mundial.
O bom desempenho se deve principalmente ao segmento de dois dormitórios, responsável por 47,7% do total comercializado na cidade e com índice de velocidade de vendas de 65,6%. "Fato relevante é o valor médio de venda das moradias desse nicho, de R$ 137 mil, que está muito próximo do limite para se enquadrar no programa Minha Casa Minha Vida", afirma o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. "Além disso, houve redução de 22,6% em relação às unidades de dois dormitórios comercializadas no começo do ano, quando o preço médio era de R$ 177 mil."
Imóveis de três quartos responderam por 26,5% do total negociado no mês, enquanto moradias de quatro dormitórios tiveram participação de 13,4%.
De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos sobre Patrimônio), os lançamentos em setembro atingiram o maior volume mensal (4.286 unidades) desde janeiro de 2008. A quantidade é 25% superior à verificada em agosto (3.430 moradias) e 81% acima do contabilizado em setembro de 2008 (2.368 imóveis).
No acumulado do ano até setembro, o volume de unidades escoadas atingiu 25.087 moradias, contra 28.464 em igual período no ano passado, registrando redução de 11,9%.
A estima do Secovi-SP é de que o volume de comercialização e de lançamentos se mantenha aquecido no último trimestre. A entidade prevê que há possibilidade de fechar 2009 com 33 mil a 34 mil unidades, contra 32,8 mil unidades vendidas no ano passado.
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