Dinheiro
13/11/2009 - 08h22

Economia europeia se recupera após mais de um ano e sai da recessão

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da Folha Online

A economia europeia se recuperou após mais de um ano em recessão, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Eurostat, a agência europeia de estatísticas. O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro teve crescimento de 0,4% no terceiro trimestre na comparação com o segundo, após cinco trimestres de contração.

A UE (União Europeia) como um todo, por sua vez, teve crescimento de 0,2%, também em relação ao segundo trimestre.

Economia da França tem expansão de 0,3% no terceiro trimestre
Economia da Alemanha cresce 0,7% no terceiro trimestre
Preços ao consumidor têm leve alta de 0,1% na França em outubro

Analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters esperavam um crescimento de 0,5% no trimestre passado em relação ao período de abril a junho e uma queda de 3,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2008.

No segundo trimestre, a economia da zona do euro havia registrado queda de 0,2%, em relação ao primeiro, e a UE teve queda de 0,3% na mesma leitura.

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB da zona do euro teve queda de 4,1%, e a UE, queda de 4,3%. No segundo trimestre deste ano, a zona do euro recuou 4,8% e a UE 4,9%, em relação ao período de abril a junho de 2008.

Alemanha e França cresceram 0,7% e 0,3% respectivamente, e confirmaram no terceiro trimestre os números positivos que já haviam registrado entre abril e junho. Outra economia de peso, a da Itália, cresceu 0,6% frente ao trimestre anterior.

Espanha (queda de 0,3%) e Reino Unido (queda de 0,4%) continuaram com números negativos, mas com dados melhores do que nos três meses anteriores.

Todos os países para os quais há dados disponíveis viram suas economias caírem em termos anualizados --a da Alemanha registrou baixa em relação ao ano anterior de 4,8 % (um ponto percentual a menos do que no trimestre precedente) e a França, de 2,4% (0,5 ponto percentual a menos).

A economia do Reino Unido se contraiu 5,2% em termos anualizados (5,5% nos três meses anteriores); a da Itália, 4,6% (5,9% no trimestre anterior); e a da Espanha, 4% (0,2 ponto percentual a menos).

As piores evoluções anualizadas entre os 27 países da UE são as de Estônia e Lituânia, com quedas em torno dos 15%. No entanto, a Lituânia foi o país que mais cresceu nos três últimos meses em relação ao trimestre anterior, com um aumento de 6% no PIB.

A zona do euro é atualmente formada por Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal.

A União Europeia inclui, além destes, Bulgária, Dinamarca, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia.

Indicadores

Apesar da relativa recuperação na economia, o desemprego na zona do euro registrou nova alta em setembro, atingindo 9,7%, a maior desde janeiro de 1999. Na UE, a taxa chegou a 9,2%, maior desde janeiro de 2000. Segundo a Eurostat, 22,123 milhões de pessoas na UE estavam desempregadas, das quais 15,324 milhões vivem em países da zona do euro.

Entre os países do bloco, as menores taxas de desemprego foram as registradas na Holanda (3,6%) e Áustria (4,8%); mas maiores foram as observadas na Letônia (19,7%) e Espanha (19,3%).

As vendas no varejo da zona do euro também desapontaram em setembro, com queda de 0,7% contra agosto, maior desde outubro de 2008. Em relação a setembro do ano passado, as vendas caíram 3,6%. Economistas consultados pela Reuters previam uma alta de 0,2% sobre agosto e uma queda de 2,4% ante setembro do ano passado.

A Eurostat ainda estimou que os preços ao consumidor na zona do euro devem apontar queda anual de 0,1% em outubro, segundo dados preliminares. Em setembro os preços já haviam registrado deflação, de 0,3%. Se confirmado, o dado vai apontar o quinto recuo consecutivo na leitura anual.

Previsões

Ontem, o conselho do BCE (Banco Central Europeu) informou em seu boletim mensal que espera uma recuperação gradual da economia na zona do euro em 2010, mas reconhece que o panorama continua incerto. No documento, o BCE afirmou que a taxa básica de juros atual (em 1% ao ano) é "apropriada" e que as expectativas de inflação a médio e longo prazo se ajustam à meta de mantê-la abaixo, mas próxima, de 2%.

No último dia 3, a Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, divulgou relatório trimestral no qual informou que espera uma recuperação gradual da economia na zona do euro, com uma saída da recessão a partir do terceiro trimestre, seguida de um crescimento de 0,7% em 2010 e de 1,5% em 2011.

A saída da economia da UE da recessão "se deve, em grande parte, às medidas ambiciosas adotadas pelos governos, bancos centrais e a UE, que não apenas permitiram evitar o afundamento do sistema, mas também favoreceram a retomada", afirmou então o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia.

Com informações da agência de notícias Efe

Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
"FMI vê recuperação lenta e diz ser cedo para tirar estímulos à economia"
Os verdadeiros Governos democráticos, deveriam ignorar os conselhos desse FMI, pois é um organismo que defende um Governo para as Instituições e não um Governo para o POVO.
Está sempre aconselhando governos a injetar dinheiro público em instituições privadas e em Sistema Financeiros, bancos e empresas particulares, a pretexto de recuperar a Economia. Mas, na realidade esse dinheiro vai se transformar em lucros privados, jatinhos, iates, limusines, viajens de turismo, ou colar de diamantes no pescoço de prostituta elegante ou no pescoço de amantes de algum políticos ou empresários, sem retorno nenhum social para quem paga os impostos.
O FMI, só visa privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
O Dinheiro do Povo, tem que ser injetado é no POVO.
sem opinião
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Como não há perspectiva de fim das guerras impossíveis de vitória que os EUA enfrentam, também não há possibilidade de diminuição dos catástróficos déficits do país. Sua economia continuará a encolher, aumentará o desemprego e o mundo todo ficará na expectativa de uma recessão geral. Desde 1950, na Coreia, os EUA não vencem uma guerra e preferem pagar o elevadíssimo custo deficitário e de vidas inutilmente jogadas fora a perceber que não são os imperadores do mundo. Se Obama tentar alterar esta visão destorcida, pagará o que Kennedy pagou. Todos querem convencer o Irã a desistir da bomba. Quem se atreverá a convencer os EUA a desistir desta bomba um milhão de vezes mais destrutiva, que tornará seu país irrelevante no mundo a um custo gigantesco para todos nós? sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
A respeito do setor automotivo, dado o conhecimento e sistemas produtivo e ou e razão da crise que se abateu em alguns paises e ou regiões, é certo que com atuais conhecimentos e técnicas é possivel se transferir uma unidade industrial entre regiões ou continente, e com pequenas mudanças tornar mais modernas e produtivas, em questão de alguns meses, uma reengenharia, produtiva e ou de localização. Mas certo é que seriam poucos os empregos que poderiam ser mantidos no ambiente de origem, apesar dos meios de comunicação apresentarem boa evolução..... e ou para o caso de pornecedores bom percentual poderiam serem considerados.,..... sem opinião
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