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Dinheiro
26/01/2010 - 09h34

Safra recorde deve reduzir preço da soja no mercado internacional

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GUSTAVO HENNEMANN
da Agência Folha, em Chapadão do Céu (GO)

Produtores de soja do Centro-Oeste iniciaram a colheita neste mês apreensivos com a perspectiva de queda nos preços internacionais. A cotação do grão é pressionada por projeções de safras recordes nos três maiores exportadores, EUA, Brasil e Argentina. O aumento da área plantada e o clima favorável resultaram na expansão de 20% na produção mundial, o que deve elevar o estoque dos países produtores em 40%, diz o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da USP.

Apesar de os gastos com custeio terem caído de 10% a 20% neste ciclo, o cenário é menos favorável ao produtor do que em 2009, quando a quebra de 31% na safra argentina e a forte demanda chinesa garantiram altos preços mesmo durante a colheita --cerca de US$ 10 por bushel, que equivale a 27,2 kg de soja. A cotação do dólar, que caiu de R$ 2,30 para cerca de R$ 1,80 nos últimos 12 meses, também prejudica o sojicultor.

"Quem não travou [o preço] nada está preocupado por causa da cotação [que tende a cair] e porque a perspectiva é ruim para a safrinha do milho, que mantém preços baixos e estoques altos desde o ano passado", diz o produtor Eduardo Pagnoncelli Peixoto, 52. Há dez dias, ele iniciou a colheita dos 2.400 hectares que plantou em sua propriedade, dividida entre os municípios de Chapadão do Céu (GO) e Costa Rica (MS). Para garantir um preço médio, Peixoto vendeu antecipadamente 60% da produção em outubro e novembro por US$ 19 a saca de 60 kg --R$ 34,4 pelo câmbio de ontem.

Com apenas 20% da produção vendida antecipadamente, Rogério Antonio Sandri, 35, teme não cobrir os custos da lavoura se a cotação da soja continuar caindo. "Estou apreensivo porque já não consigo fechar negócio por R$ 35 [a saca]. Abaixo disso, tenho prejuízo", diz ele, que plantou 830 hectares em Chapadão do Céu. Ontem, o preço da saca era de cerca de R$ 32 no município. Referência em produtividade no Centro-Oeste, a região dos chapadões, que compreende o sul de Goiás e o norte de Mato Grosso do Sul, havia colhido 10% de seus 400 mil hectares até o último fim de semana.

Conforme dados da Fundação Chapadão, mantida por produtores locais, as lavouras devem produzir de 55 a 58 sacas por hectare neste ano, ante 52 sacas do ciclo anterior. Para Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, a demanda da China será inferior à oferta neste ano e a supersafra deve recompor os estoques dos principais países exportadores. "Não tem como segurar o preço nessa situação. A cotação deve cair até março, época em que os produtores precisam vender para pagar dívidas."

Para o economista e professor da GV Agro Alexandre Mendonça de Barros, o preço da soja deve cair um pouco se as grandes safras no Brasil e na Argentina se confirmarem, mas há um "viés de estabilidade" em torno de US$ 9,7.

Comentários dos leitores
Cassio XF (51) 02/02/2010 17h12
Cassio XF (51) 02/02/2010 17h12
O Pib estah aumentando, mas isso nao tem nada a ver c/ a producao, mas sim os gastos do Governo. Erroneamente o calculo do PIB incluiu de forma positiva os gastos do governo, ou seja quanto mais gasta o governo , principlamente em aumentar sua maquina, maior o PIB. Eh o q acontece no momento. A Maquina cada vez maior, torna o governo ainda mais parasita e a merce de contratos milionarios c/ lobbies para se manter forte e controlador.
O inflacao , sobe...e nao sobe ainda mais devido aos juros altissimos que cobram para cointrola-la artificilamente. Ou seja , vc nao paga de um jeito , mas paga de outro. A inflacao sobe devido aos gastos imensos do gov. q imprime dinheiro do nada para pagar suas contas e jorra o mercado c/ novas moedas, desvalorizando-a frente ao mercado interno. Nao sao os precos q aumenta, eh O Real que desvaloriza, a sua moeda.
Acordem. temos que diminuir o tamanho desse governo e incentivar a producao e manter mais capital na mao do povo e nao do governo.
sem opinião
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Henrique Silva (230) 02/02/2010 00h33
Henrique Silva (230) 02/02/2010 00h33
Aqui está cheio de economista (de boteco)! sem opinião
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Alberto Kiess (3) 01/02/2010 19h45
Alberto Kiess (3) 01/02/2010 19h45
O Governo Federal deveria incentivar mais o setor automobilístico reduzindo novamente o IPI que incide sobre os mesmos. O setor só não foi à bancarrota em 2009 devido aos incentivos. E o IPI, que já considero abusivo, deveria ter baixado para nunca mais subir. Cadê o compromisso dos candidatos em fazer a reforma tributária, ampla e austera afim de reduzir os impostos estratosféricos que pagamos e nada temos de retorno.
Veja nossa saúde, nossa segurança, nossa educação, nossa cultura, não temos nada se não for privado.
sem opinião
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