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Dinheiro
26/01/2010 - 09h54

Comércio com China deve impulsionar crescimento da Argentina, diz ministro

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da Efe, em Pequim

O ministro de Assuntos Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, afirmou nesta terça-feira que a economia argentina crescerá em 2010 em ritmo sustentável, a boa colheita permitirá aumentar as exportações e a visita econômico-empresarial que faz na China impulsionará o dinamismo comercial.

Taiana se reuniu hoje com o vice-ministro de Exteriores chinês, Wang Guangya, e conforme explicou, "concordamos que o diálogo político é muito positivo, há relações excelentes e muita convergência no âmbito multilateral. Temos muitas possibilidades de nos complementar e fazer coisas juntos".

Ao entregar a Wang uma carta da presidente argentina Cristina Kirchner explicando as razões internas que a obrigaram a adiar a viagem, teve a "compreensão" do Governo chinês, disse Taiana.

Após constatar a mútua vontade de impulsionar a relação estratégica nas áreas econômicas e políticas e o elevado nível de coordenação em temas bilaterais e multilaterais, econômicos e de investimento, "concordamos trabalhar na busca de uma nova data (para a visita presidencial)", acrescentou.

"Foi uma reunião muito boa e também conversamos sobre a participação da Argentina na Expo Xangai 2010", manifestou.

Parceiro comercial

No almoço empresarial posterior que presidiu junto ao subdiretor de CCPIT (órgão promotor do comércio internacional da China), Yu Ping, Taiana destacou que "em cinco anos, a China se tornou o segundo parceiro comercial da Argentina com trocas comerciais em 2008 de US$ 14 bilhões".

Segundo Yu, o Livro Blanco que elaborou em 2008 o Ministério de Assuntos Exteriores da China sobre a América Latina, "estimulou os investimentos chineses para o continente".

"Argentina e China demonstram grande interesse em aprofundar as relações bilaterais e adotam medidas para a cooperação. Por isso convocamos 150 empresas chinesas para que estabeleçam contatos diretos com as argentinas", afirmou.

Segundo o subdiretor do CCPIT, há vontade de ajudar as empresas chinesas a explorar os mercados latino-americanos e a desenvolver a estratégia de internacionalização.

Taiana, por sua vez, destacou que em 2009 ambos os países combateram as consequências da crise com políticas ativas.

"Não temos dúvida de que a Argentina recupera seu ritmo ascendente no setor agrícola, industrial e serviços, o que vai refletir em oportunidades de negócio e capacidades exportadoras", afirmou.

 

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