Queda de juro não foi "tão expressiva", diz BC
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SANDRA MANFRINIda Folha Online, em Brasília
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, admitiu hoje que a queda da taxa de juros do cheque especial, ocorrida em julho, não chega a ser 'tão expressiva', se observado o patamar elevado em que os juros para essas operações se encontram. No entanto, ele ressaltou que o recuo nas taxas não foi pequeno.
Em julho, a taxa de juros para o cheque especial caiu 3,1 pontos percentuais, atingindo 173,9% ao ano. Lopes lembrou que, nos últimos três meses, a taxa acumula queda de 4,6 pontos percentuais. No entanto, no ano, o cheque especial acumula alta de 10 pontos percentuais.
O técnico do BC explicou que o cheque especial é um recurso tomado em última instância e o nível de inadimplência dessa modalidade de crédito é mais elevado, o que justifica em parte a elevada taxa de juros cobrada pelos bancos.
Na média da taxa de juros cobrada em todas as operações de crédito, em julho, houve uma redução de 1,8 ponto percentual. Nos últimos três meses, a taxa média dos bancos acumula queda de 3 pontos percentuais. 'São quedas significativas acompanhadas por uma redução de spread', afirmou Lopes.
Segundo ele, os bancos estão repassando para os clientes mais que a redução da taxa de captação, que nos últimos três meses caiu 1,8 ponto percentual.


