Dinheiro
26/08/2003 - 13h23

Emprestar em banco costuma ser mais barato que crediário, diz especialista

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FABIANA FUTEMA
da Folha Online

O consumidor interessado em comprar um eletrodoméstico, mas que está sem dinheiro, pode encontrar opções vantajosas de financiamento nos bancos.

O Banco do Brasil, por exemplo, lançou uma linha de crédito para a compra de eletrodomésticos e eletroeletrônicos das chamadas linhas branca (geladeira, freezer, fogão) e marrom (DVD, TV, videocassete).

Simulações feitas pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) mostram que os juros do financiamento do BB são menores do que os cobrados pelo crediário de grandes redes varejistas.

No BB, os clientes podem emprestar de R$ 200 a R$ 5.000 a uma taxa de juros mensal de 3,1% por até 24 meses.

No crediário, a taxa de juros gira em torno de 6% ao mês. Uma grande rede varejista anunciou na segunda-feira a redução da taxa de juros de 6,9% para 5,9% para as compras parceladas em até 12 meses.

Um DVD de R$ 529, por exemplo, poderia ser financiado em 12 parcelas de R$ 53,46 no BB. No final do financiamento, o cliente teria pago R$ 641,52.

No crediário do varejo, que cobra 5,9% de juros por mês, o mesmo produto poderia ser parcelado no crediário em 12 parcelas de R$ 62,75. Ao fim do crediário, o cliente teria pago R$ 753 pelo mesmo DVD. A diferença de preço entre as duas modalidades de crédito é de 17,38%.

Vantagens e desvantagens

Utilizando apenas o critério financeiro, a Anefac enxerga mais vantagens no financiamento oferecido pelo BB.

"Em geral, as taxas de juros cobradas pelo crediário são superiores àquelas dos bancos. Outro diferencial é que poucos bancos e lojas oferecem prazos de financiamento por prazos superiores a 12 meses", disse o presidente da Anefac, Miguel de Oliveira.

No entanto, o economista disse que a linha de crédito do BB como a de outras instituições financeiras são mais restritivas do que o crediário do comércio.

"Para utilizar o financiamento do banco, é preciso ser cliente da instituição. O varejo não impõem essa limitação e algumas redes chegam a parcelar a compra a prazo para clientes sem condições de comprovar renda", disse Oliveira.

Depois de apontar as vantagens e desvantagens do financiamento no banco e no crediário, Oliveira afirmou que o consumidor deve sempre pesquisar antes de comprar qualquer bem, à vista ou a prazo.

"O ideal é economizar para comprar à vista e não pagar juros. Mas optando pelo financiamento, o cliente deve sempre pesquisar. algumas redes podem fazer promoções passageiras com taxas de juros mais atraentes", afirmou o presidente da Anefac.

Cartão de crédito

Os portadores de cartão de crédito, por exemplo, podem encontrar taxas de juros menores nas redes varejistas.

Algumas redes varejistas negociaram com as administradoras de cartão de crédito taxas de juros mais atraentes do que as cobradas pelos bancos.

Nesses casos, é possível financiar a compra do eletrodoméstico em 12 meses a uma taxa de juros de 1,8% a 2,9% por mês.

Além disso, algumas lojas oferecem promoções de parcelamento em até 10 ou vezes sem juros.

O Ministério da Justiça condena este tipo de promoção, pois informa que os juros estão embutidos no preço do produto.

Mas as lojas informam que o preço do produto é o mesmo, independentemente do pagamento ser feito à vista ou a prazo.
 

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