IPI menor não salva vendas do setor automotivo em agosto
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
Nem mesmo a redução temporária do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do carro zero ajudou a melhorar o desempenho das vendas do setor automotivo para o mercado interno.
No mês de agosto foram vendidos 94 mil automóveis e comerciais leves. O volume representa uma queda de 11% em relação a julho, quando foram comercializadas 106 mil unidades.
Os números oficiais do desempenho do setor em agosto, incluindo caminhões e ônibus, serão divulgados quinta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
A redução nas vendas de agosto ocorreu um mês depois do mercado de automóveis dar sinais de recuperação. Em julho, as vendas de veículos cresceram 13,5% na comparação com junho. O desempenho dos meses abril, maio e junho foram os piores da década já registrados pelo setor automotivo.
Para os analistas do setor, o anúncio do pacote do IPI, feito no início de agosto, não provocou uma redução no preço dos veículos suficiente para trazer o consumidor para as compras.
A explicação é que as concessionárias já trabalhavam com preços menores que as tabelas oficias das montadoras. Dessa forma, o impacto da redução do IPI dos carros --em vigor até 30 de novembro-- foi mínimo para o consumidor final.
Ano
No acumulado do ano, foram vendidos 811 mil automóveis e comerciais leves, uma diminuição de 10,39% em relação ao mesmo período de 2002.
A Fiat mantém a liderança das vendas internas de automóveis e comerciais leves, com 24,6% de participação, seguida pela General Motors, com 24,3%. A Volkswagen aparece em terceiro lugar, com 22% do mercado.
A Ford, que vinha perdendo mercado nos últimos anos, vem aumentando saiu do quinto para o quarto lugar do ranking, com 11% de participação.

