Rescisão poderá ser usada para pagar empréstimo em caso de demissão
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
Como o pagamento das parcelas da dívida com desconto em folha é feito diretamente pela empresa, o risco de inadimplência é baixíssimo. Mas e se o trabalhador for demitido?
Os bancos estão autorizados a descontar até 30% do valor da rescisão dos trabalhadores demitidos que tiverem contratado empréstimos com desconto em folha de pagamento.
De acordo com a regulamentação dessa modalidade de crédito, o demitido deverá pagar ao banco o restante do empréstimo, quando os 30% da rescisão forem insuficientes para cobrir o saldo devedor.
Sindicatos tentam reduzir
O secretário-geral da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Canindé Pegado, disse que as centrais sindicais querem reduzir esse percentual para 20%.
Segundo ele, a rescisão é o "colchão amortecedor" para o trabalhador que for demitido e comprometer 30% da verba rescisória dificulta ainda mais a situação do recém-desempregado.
"Seguro"
No entanto, os bancos querem encontrar soluções alternativas para a redução do risco do crédito com desconto em folha. E a demissão é um desses riscos.
Entre as possibilidades em estudo pelos bancos e centrais sindicais está a criação de uma espécie de "seguro" contra o desemprego. O valor do seguro seria diluído nas parcelas do empréstimo.
Técnicos de bancos privados disseram que um seguro desse tipo diminuiria o risco da operação e permitira uma redução ainda maior da taxa de juro a ser cobrada do trabalhador.
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