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Dinheiro
27/10/2003 - 18h16

Mais de 3.000 funcionários de montadoras entram em greve

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FABIANA FUTEMA
da Folha Online

Mais de 3.000 funcionários de montadoras localizadas no ABC paulista entraram em greve hoje. Diferentemente das paralisações anteriores, dessa vez a greve não atinge a produção. Entraram em greve apenas os funcionários do setor administrativo, chamados de mensalistas.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a paralisação atingiu 2.800 funcionários da Volkswagen, 150 da DaimlerChrysler e 200 da Scania. Os funcionários da Ford realizam assembléia amanhã.

O Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) não comentou as paralisações.

Os trabalhadores da produção, os horistas, devem aceitar a proposta do Sinfavea, que prevê o pagamento de 15,7% de reajuste salarial para quem ganha até R$ 4.200.

A proposta diferenciada beneficiou os funcionários da produção em detrimento do pessoal administrativo, que recebe os maiores salários.

Para quem ganha mais do que R$ 4.200, as montadoras ofereceram um aumento fixo de R$ 659,40.

O presidente do sindicato, José Lopez Feijóo, propôs a realização da greve, que é inédita nas montadoras do ABC paulista.

"Quero propor aos mensalistas que façam greve contra o teto [de reajuste salarial]. Se os companheiros toparem, garanto que os trabalhadores da produção serão solidários", disse Feijóo.

Autopeças

Os trabalhadores de autopeças e outros setores da metalurgia devem entrar em greve geral a partir de amanhã.

Segundo o sindicato, só no ABC paulista existem cerca de 40 mil empregados nas autopeças.

Diferentemente das montadoras, as autopeças ainda não fizeram nenhuma proposta de reajuste salarial para a categoria.
 

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