Sindicatos são proibidos de cobrar por crédito com desconto em folha
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MARINA DELLA VALLEdo Agora
O trabalhador que pegar um empréstimo ou financiamento com desconto direto na folha de pagamento não poderá ser cobrado pela entidade sindical que intermediar a negociação.
A mudança foi incluída anteontem no texto da medida provisória que regula o empréstimo, quando foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, a medida precisa ser votada no Senado.
A CUT informou que não cobra nada de seus associados.
A Força Sindical afirma que a cobrança de 0,5% do valor do empréstimo e 0,5% do valor das parcelas não onera o trabalhador, e sim, o banco. "Essa porcentagem é cobrada do banco", disse João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força. "Desse total, 70% fica com o sindicato do trabalhador, e 30%, com a central", diz.
Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comércio de São Paulo, diz que o acordo da entidade com a Caixa Econômica Federal "é totalmente gratuito". "Agora, vamos fechar acordo também com o Safra", disse.

