15/04/2004
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16h42
da Folha de S.Paulo, no Rio
Um em cada três brasileiros é considerado miserável, de acordo com a segunda edição da pesquisa "Mapa do Fim da Fome" feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Na pesquisa são considerados miseráveis os indivíduos com renda mensal abaixo de R$ 79. Segundo a FGV, esse valor corresponde ao gasto necessário para garantir a ingestão mínima de alimentos de acordo com orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Esse universo de excluídos soma 56 milhões de pessoas. O estudo foi feito com base nos dados do Censo 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O estudo mostra ainda que a erradicação da pobreza seria possível com a contribuição mensal de R$ 14,00 de cada brasileiro que está acima da linha de pobreza, o que daria um montante de R$ 2 bilhões por mês para investimentos em programas sociais.
Com base em dados da Pesquisa Mensal de Emprego, também do IBGE, o Mapa da Fome mostra que tanto no Rio quanto em São Paulo o número de miseráveis cresceu mais nas periferias do que nas capitais.
Entre 2000 e 2002, o crescimento chegou a 18,25% na periferia do Rio e a 10,43% na periferia de São Paulo, contra queda de 1,68% na capital fluminense e crescimento de 1,57% na capital paulista.
Em 2000, a miséria atingia 19,45% da população fluminense e 14,57% dos cariocas. Mas nos cinco subdistritos mais ricos, havia menos de 4% de miseráveis, contra uma média de 25% nas cinco favelas estudadas.
Um em cada três brasileiros é considerado miserável
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da Folha Onlineda Folha de S.Paulo, no Rio
Um em cada três brasileiros é considerado miserável, de acordo com a segunda edição da pesquisa "Mapa do Fim da Fome" feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Na pesquisa são considerados miseráveis os indivíduos com renda mensal abaixo de R$ 79. Segundo a FGV, esse valor corresponde ao gasto necessário para garantir a ingestão mínima de alimentos de acordo com orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Esse universo de excluídos soma 56 milhões de pessoas. O estudo foi feito com base nos dados do Censo 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O estudo mostra ainda que a erradicação da pobreza seria possível com a contribuição mensal de R$ 14,00 de cada brasileiro que está acima da linha de pobreza, o que daria um montante de R$ 2 bilhões por mês para investimentos em programas sociais.
Com base em dados da Pesquisa Mensal de Emprego, também do IBGE, o Mapa da Fome mostra que tanto no Rio quanto em São Paulo o número de miseráveis cresceu mais nas periferias do que nas capitais.
Entre 2000 e 2002, o crescimento chegou a 18,25% na periferia do Rio e a 10,43% na periferia de São Paulo, contra queda de 1,68% na capital fluminense e crescimento de 1,57% na capital paulista.
Em 2000, a miséria atingia 19,45% da população fluminense e 14,57% dos cariocas. Mas nos cinco subdistritos mais ricos, havia menos de 4% de miseráveis, contra uma média de 25% nas cinco favelas estudadas.

