19/05/2004
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10h38
da Folha Online
As famílias brasileiras interromperam a trajetória de acumulação de bens e passaram a perder ativos entre 1974-1975 e 2002-2003, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Números da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2002-2003 mostram que a participação das despesas com aumento de ativo --como aquisição de imóveis, reforma e outros investimentos-- representou 4,76% do orçamento total das famílias brasileiras.
Em 1974-1975, o Endef (Estudo Nacional de Despesas Familiares) havia medido que as despesas com aumento de ativos consumiam 16,5% dos gastos totais das famílias brasileiras.
Nesse período, a participação das despesas com aumento de ativos sofreu uma redução de 11,74 pontos percentuais.
Foi a maior diminuição na estrutura das despesas familiares, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Menos dívidas
Por outro lado, a participação das despesas com diminuição do passivo (pagamento de empréstimos, carnês e prestação de imóvel) no orçamento familiar caiu de 3,64% para 1,98%, uma redução de 1,66 ponto percentual.
A redução das despesas com diminuição de passivo pode ser entendida como um fator negativo. As famílias passaram a dever menos por falta de crédito e não, necessariamente porque não precisavam de empréstimos.
Prova da necessidade de crédito foi a redução dos gastos com aumento de ativo. As famílias ainda precisavam de crédito para aumentar seus ativos. Mas não compras esses bens por falta de acesso ao crédito ou porque temem financiamentos de longo prazo dentro de um cenário econômico negativo, com desemprego elevado e renda em queda.
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Brasileiro perdeu bens entre 1975 e 2003
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
As famílias brasileiras interromperam a trajetória de acumulação de bens e passaram a perder ativos entre 1974-1975 e 2002-2003, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Números da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2002-2003 mostram que a participação das despesas com aumento de ativo --como aquisição de imóveis, reforma e outros investimentos-- representou 4,76% do orçamento total das famílias brasileiras.
Em 1974-1975, o Endef (Estudo Nacional de Despesas Familiares) havia medido que as despesas com aumento de ativos consumiam 16,5% dos gastos totais das famílias brasileiras.
Nesse período, a participação das despesas com aumento de ativos sofreu uma redução de 11,74 pontos percentuais.
Foi a maior diminuição na estrutura das despesas familiares, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Menos dívidas
Por outro lado, a participação das despesas com diminuição do passivo (pagamento de empréstimos, carnês e prestação de imóvel) no orçamento familiar caiu de 3,64% para 1,98%, uma redução de 1,66 ponto percentual.
A redução das despesas com diminuição de passivo pode ser entendida como um fator negativo. As famílias passaram a dever menos por falta de crédito e não, necessariamente porque não precisavam de empréstimos.
Prova da necessidade de crédito foi a redução dos gastos com aumento de ativo. As famílias ainda precisavam de crédito para aumentar seus ativos. Mas não compras esses bens por falta de acesso ao crédito ou porque temem financiamentos de longo prazo dentro de um cenário econômico negativo, com desemprego elevado e renda em queda.
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