29/06/2004
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19h24
da Folha Online, em Brasília
O aumento nas contas de telefone fixo terá um impacto de 0,15 a 0,20 ponto percentual na inflação pelo IPCA de julho, segundo estimativa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O IPCA, que serve para as metas oficiais de inflação, ficou em 0,51% em maio. O resultade de junho deve sair em meados de julho.
O índice médio de reajuste, autorizado hoje pelo órgão regulador, de 6,89% para a cesta de serviços (pulso, assinatura, habilitação), entrará em vigor a partir da próxima sexta-feira, dia 2.
No caso da Telefônica, a assinatura básica residencial (paga obrigatoriamente para a manutenção do serviço em funcionamento) subirá 7,425%. As assinaturas de PABX e clientes não residenciais terão alta de 7,405%. O pulso e o crédito de cartão telefônico terão alta de 7,424%.
Já o valor da habilitação de novos telefones irá cair 7,96%.
No Rio de Janeiro, a assinatura residencial cobrada pela Telemar vai subir 7,419%, a não residencial e de PABX, 7,417%, o pulso 7,425% e o crédito de cartão, 7,411%. A habilitação terá queda de 20,2%.
No Distrito Federal, o reajuste da Brasil Telecom será de 7,419% para a assinatura residencial, 7,445% para a não residencial, 7,419% para o PABX, 7,429 para o pulso e 7,424 para o cartão telefônico. A queda para o valor da habilitação neste caso será de 49,6%.
O presidente da Anatel, Pedro Jaime Ziller, afirmou que os índices aprovados são resultado de "extensa negociação" com as empresas, que não utilizaram este ano o recurso previsto no contrato de concessão, que permitiria um aumento de até 9 pontos percentuais acima do IGP-DI em um dos itens da cesta de serviços, desde que o reajuste dos demais serviços ficasse menor, resultando em uma média correspondente ao IGP-DI menos o fator de produtividade, que no caso da telefonia local é de 1%.
Nos últimos anos as empresas concentraram o reajuste maior (usando os 9 pontos percentuais) na assinatura básica, paga independentemente do uso do serviço em maior ou menor quantidade, o que acabava penalizando o consumidor.
Segundo Ziller, as concessionárias teriam concordado em não aplicar os 9 pontos principalmente devido ao aumento da competição no mercado de telefonia local. Ele reconheceu, no entanto, que a capacidade de pagamento do mercado também pesou na decisão.
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Aumento do telefone deve pesar de 0,15 a 0,20 ponto na inflação de julho
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PATRICIA ZIMMERMANNda Folha Online, em Brasília
O aumento nas contas de telefone fixo terá um impacto de 0,15 a 0,20 ponto percentual na inflação pelo IPCA de julho, segundo estimativa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O IPCA, que serve para as metas oficiais de inflação, ficou em 0,51% em maio. O resultade de junho deve sair em meados de julho.
O índice médio de reajuste, autorizado hoje pelo órgão regulador, de 6,89% para a cesta de serviços (pulso, assinatura, habilitação), entrará em vigor a partir da próxima sexta-feira, dia 2.
No caso da Telefônica, a assinatura básica residencial (paga obrigatoriamente para a manutenção do serviço em funcionamento) subirá 7,425%. As assinaturas de PABX e clientes não residenciais terão alta de 7,405%. O pulso e o crédito de cartão telefônico terão alta de 7,424%.
Já o valor da habilitação de novos telefones irá cair 7,96%.
No Rio de Janeiro, a assinatura residencial cobrada pela Telemar vai subir 7,419%, a não residencial e de PABX, 7,417%, o pulso 7,425% e o crédito de cartão, 7,411%. A habilitação terá queda de 20,2%.
No Distrito Federal, o reajuste da Brasil Telecom será de 7,419% para a assinatura residencial, 7,445% para a não residencial, 7,419% para o PABX, 7,429 para o pulso e 7,424 para o cartão telefônico. A queda para o valor da habilitação neste caso será de 49,6%.
O presidente da Anatel, Pedro Jaime Ziller, afirmou que os índices aprovados são resultado de "extensa negociação" com as empresas, que não utilizaram este ano o recurso previsto no contrato de concessão, que permitiria um aumento de até 9 pontos percentuais acima do IGP-DI em um dos itens da cesta de serviços, desde que o reajuste dos demais serviços ficasse menor, resultando em uma média correspondente ao IGP-DI menos o fator de produtividade, que no caso da telefonia local é de 1%.
Nos últimos anos as empresas concentraram o reajuste maior (usando os 9 pontos percentuais) na assinatura básica, paga independentemente do uso do serviço em maior ou menor quantidade, o que acabava penalizando o consumidor.
Segundo Ziller, as concessionárias teriam concordado em não aplicar os 9 pontos principalmente devido ao aumento da competição no mercado de telefonia local. Ele reconheceu, no entanto, que a capacidade de pagamento do mercado também pesou na decisão.
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