28/07/2004
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10h55
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou hoje que tenha cogitado a possibilidade de também pedir demissão da instituição como fez hoje o diretor de política monetária, Luiz Augusto Candiota. Ambos estariam sendo investigados por sonegação fiscal, segundo denúncia publicada neste final de semana pela revista "IstoÉ". Candiota pediu demissão por causa da reportagem.
Em entrevista, após anunciar oficialmente o afastamento de Candiota, Meirelles disse que "não cogitou" se afastar. "São denúncias inconsistentes. A jurisprudência é firmadora e está totalmente esclarecida na nota emitida pelo Banco Central na última sexta-feira", disse, referindo-se ao comunicado divulgado pela instituição que nega as acusações.
Meirelles disse que a decisão de afastar Candiota do cargo partiu do próprio diretor. "Respeitamos a decisão pessoal do Candiota. Essa atitude não foi tomada pelo governo", disse Meirelles. Candiota afirmou ter optado pelo afastamento para "preservar" a imagem do Banco Central e do Brasil. Ele também negou as acusações.
"Entendo que na minha permanência na função, a partir de agora, será prejudicial ao Banco Central do Brasil, ao mercado financeiro e ao país, pois as acusações à minha pessoa acabam por atingir o órgão de que faço parte", disse. "Por essas razões, solicitei a minha exoneração imediata."
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Meirelles diz que não cogitou se demitir do BC
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ELAINE COTTAda Folha Online, em Brasília
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou hoje que tenha cogitado a possibilidade de também pedir demissão da instituição como fez hoje o diretor de política monetária, Luiz Augusto Candiota. Ambos estariam sendo investigados por sonegação fiscal, segundo denúncia publicada neste final de semana pela revista "IstoÉ". Candiota pediu demissão por causa da reportagem.
Em entrevista, após anunciar oficialmente o afastamento de Candiota, Meirelles disse que "não cogitou" se afastar. "São denúncias inconsistentes. A jurisprudência é firmadora e está totalmente esclarecida na nota emitida pelo Banco Central na última sexta-feira", disse, referindo-se ao comunicado divulgado pela instituição que nega as acusações.
Meirelles disse que a decisão de afastar Candiota do cargo partiu do próprio diretor. "Respeitamos a decisão pessoal do Candiota. Essa atitude não foi tomada pelo governo", disse Meirelles. Candiota afirmou ter optado pelo afastamento para "preservar" a imagem do Banco Central e do Brasil. Ele também negou as acusações.
"Entendo que na minha permanência na função, a partir de agora, será prejudicial ao Banco Central do Brasil, ao mercado financeiro e ao país, pois as acusações à minha pessoa acabam por atingir o órgão de que faço parte", disse. "Por essas razões, solicitei a minha exoneração imediata."
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