19/08/2004
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10h37
da Folha Online
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) anunciou um reajuste de 6,78% nas tarifas dos serviços de abastecimento de água e coleta de esgotos. O aumento entra em vigor no próximo dia 29, um ano após a aplicação do último reajuste, que foi de 18,95%.
A Sabesp informou que o reajuste será linear, ou seja, para todas as categorias e faixas de consumo. No ano passado, quando o reajuste foi bem maior, a companhia adotou um índice menor para as tarifas subsidiadas (mais baratas em até um terço) de 2 milhões de clientes enquadrados nas categorias de habitação "social" (600 mil pessoas) e "favela" (1,4 milhão).
Mas a companhia informa que esse benefício só vale por 12 meses. Isso significa que os clientes interessados em renovação devem procurar uma agência da Sabesp solicitando as tarifas diferenciadas. É preciso comprovar renda familiar mensal de até três salários mínimos.
A empresa atende mais de 25 milhões de pessoas em 368 municípios do Estado. Mas o reajuste não será aplicado para os municípios de São Bernardo do Campo e Itapira, pois a Sabesp só assumiu os serviços de saneamento básico dessas cidades há menos de um ano. Os aumentos só devem ser aplicados em 2005: em janeiro para São Bernardo e abril para Itapira.
Eleição e ações
Havia o receio de que o governo de São Paulo, controlador da Sabesp, adiasse o reajuste das tarifas para evitar um desgaste durante as eleições municipais.
Após o anúncio feito hoje na Bovespa, as ações da companhia registraram uma alta de 1,76%, atingindo a cotação máxima de R$ 142,98.
O reajuste veio um pouco acima do esperado por alguns analistas que acompanham a empresa na Bovespa. A analista do BES (Banco Espírito Santo), Mônica Araújo, estimava um aumento de 6%.
A Sabesp informou que o percentual do reajuste ficou abaixo do IPCA (inflação oficial) dos últimos 12 meses, que foi de 6,81%.
No primeiro semestre deste ano, a Sabesp divulgou um lucro de R$ 42,1 milhões, uma queda de 91,6% na comparação com igual período do ano passado (R$ 504,5 milhões). No segundo trimestre, a companhia teve um prejuízo de R$ 73,3 milhões.
Entre outros fatores, esse resultado trimestral negativo refletiu as despesas da empresa com o pagamento de bônus aos consumidores que reduziram o consumo na Grande São Paulo e os gastos com publicidade do programa de incentivo de uso racional da água.
A alta do dólar entre abril e junho também elevou o endividamento da Sabesp (R$ 7,2 bilhões), prejudicando o desempenho financeiro no segundo trimestre. Cerca de 43% do total da dívida da empresa é denominada em moeda estrangeira.
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SÉRGIO RIPARDOda Folha Online
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) anunciou um reajuste de 6,78% nas tarifas dos serviços de abastecimento de água e coleta de esgotos. O aumento entra em vigor no próximo dia 29, um ano após a aplicação do último reajuste, que foi de 18,95%.
A Sabesp informou que o reajuste será linear, ou seja, para todas as categorias e faixas de consumo. No ano passado, quando o reajuste foi bem maior, a companhia adotou um índice menor para as tarifas subsidiadas (mais baratas em até um terço) de 2 milhões de clientes enquadrados nas categorias de habitação "social" (600 mil pessoas) e "favela" (1,4 milhão).
Mas a companhia informa que esse benefício só vale por 12 meses. Isso significa que os clientes interessados em renovação devem procurar uma agência da Sabesp solicitando as tarifas diferenciadas. É preciso comprovar renda familiar mensal de até três salários mínimos.
A empresa atende mais de 25 milhões de pessoas em 368 municípios do Estado. Mas o reajuste não será aplicado para os municípios de São Bernardo do Campo e Itapira, pois a Sabesp só assumiu os serviços de saneamento básico dessas cidades há menos de um ano. Os aumentos só devem ser aplicados em 2005: em janeiro para São Bernardo e abril para Itapira.
Eleição e ações
Havia o receio de que o governo de São Paulo, controlador da Sabesp, adiasse o reajuste das tarifas para evitar um desgaste durante as eleições municipais.
Após o anúncio feito hoje na Bovespa, as ações da companhia registraram uma alta de 1,76%, atingindo a cotação máxima de R$ 142,98.
O reajuste veio um pouco acima do esperado por alguns analistas que acompanham a empresa na Bovespa. A analista do BES (Banco Espírito Santo), Mônica Araújo, estimava um aumento de 6%.
A Sabesp informou que o percentual do reajuste ficou abaixo do IPCA (inflação oficial) dos últimos 12 meses, que foi de 6,81%.
No primeiro semestre deste ano, a Sabesp divulgou um lucro de R$ 42,1 milhões, uma queda de 91,6% na comparação com igual período do ano passado (R$ 504,5 milhões). No segundo trimestre, a companhia teve um prejuízo de R$ 73,3 milhões.
Entre outros fatores, esse resultado trimestral negativo refletiu as despesas da empresa com o pagamento de bônus aos consumidores que reduziram o consumo na Grande São Paulo e os gastos com publicidade do programa de incentivo de uso racional da água.
A alta do dólar entre abril e junho também elevou o endividamento da Sabesp (R$ 7,2 bilhões), prejudicando o desempenho financeiro no segundo trimestre. Cerca de 43% do total da dívida da empresa é denominada em moeda estrangeira.
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