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Dinheiro
29/11/2004 - 10h07

Desemprego e salários caem em São Paulo, diz Seade/Dieese

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FABIANA FUTEMA
da Folha Online

A taxa de desemprego recuou pelo sexto mês consecutivo na região metropolitana de São Paulo e ficou em 17,6% da PEA (População Economicamente Ativa) em outubro. Trata-se do menor índice desde agosto de 2001. Os salários, entretanto, também ficaram menores.

Na comparação com setembro, quando a taxa de desemprego estava em 17,9%, houve uma redução de 1,7% no desemprego. Em relação a outubro de 2003, quando o desemprego atingia 20,4% da PEA, o recuo foi de 13,7%, segundo dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos).

Na última sexta-feira, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil caiu pelo segundo mês consecutivo em setembro, passando de 10,9% para 10,5% da PEA.

São Paulo

No mês passado, houve uma redução de 22 mil pessoas no contingente de desempregados, que foi estimado em 1,770 milhão de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

Essa queda pode ser explicada pela geração de 65 mil postos de trabalho, maior do que o volume de pessoas que passaram a procurar emprego no mês passado (43 mil).

Já a renda média real dos trabalhadores ocupados caiu 1,6% entre agosto e setembro, passando a equivaler a R$ 990.

Metodologia

A PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos) é realizada mensalmente em 39 municípios da região metropolitana de São Paulo desde outubro de 1984. Na amostra da pesquisa, são colhidas informações de 3.000 domicílios por mês.

A taxa de desemprego do mês é calculada com base na média do trimestre em vigor. Por exemplo, a taxa de desemprego de maio corresponde à média trimestral de março, abril e maio.

Na PED do Seade/Dieese, o desemprego é dividido em três situações: aberto, oculto pelo trabalho precário e oculto pelo desalento.

Estão em situação de desemprego aberto as pessoas que procuraram trabalho no 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceram nenhuma atividade nos últimos sete dias.

O desemprego oculto pelo trabalho precário agrega as pessoas que realizaram algum trabalho remunerado, mas sem perspectiva de continuidade e previsibilidade.

São considerados desempregados em situação oculta pelo desalento as pessoas que não possuem trabalho nem procuraram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, mas fizeram algum tipo de procura nos últimos 12 meses.

Especial
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