19/01/2005
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09h20
O Brasil iniciou 2005 com o título nada honroso de campeão mundial dos juros reais, com a taxa mais alta do planeta. Após seu maior "rival", a Turquia, baixar seus juros em dezembro, o Brasil, que ainda segue elevando suas taxas, passou a liderar o ranking dos países com maiores juros reais (descontada a inflação), elaborado pela consultoria GRC Visão.
O atual patamar de 17,75% da taxa básica (Selic) já seria suficiente para dar o título ao país. Se a expectativa do mercado for ratificada e a Selic subir hoje para 18,25%, os juros reais chegarão a 11,87%, maior nível desde outubro de 2003. O cálculo é realizado descontando da taxa de juros as expectativas do mercado para a inflação pelos próximos 12 meses.
Na Turquia, a segunda colocada, após o corte de dois pontos percentuais feito em dezembro, a taxa real caiu para 9%.
A elevação do juro real pode sinalizar o fim do atual ciclo de aperto monetário. Ao elevar a taxa básica (Selic), como tem feito desde setembro, o Copom busca aumentar o juro real a um nível que diminua as ameaças de pressões inflacionárias decorrentes do aquecimento econômico.
"É importante o recente aumento dos juros reais. Independentemente da magnitude da alta da Selic a ser decidida nesta reunião do Copom, é evidente que o aperto monetário está próximo do fim", diz Alexandre Maia, da Gap Asset Management.
O aumento da taxa real pode ter efeito perverso sobre o humor dos empresários, pois serve de referência na hora de o setor privado planejar investimentos futuros.
Um outro reflexo negativo é o possível aumento das taxas praticados no mercado, como cheque especial e crédito pessoal.
O Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia hoje como fica a taxa básica. A expectativa predominante entre os analistas financeiros é que a Selic suba de 17,75% para 18,25% anuais.
A taxa real brasileira está muito distante da média geral. Considerando os 40 países que aparecem na pesquisa realizada pela GRC Visão, a taxa média de juro real é de 1,6%. O México, por exemplo, tem taxa real de 4,4%.
Para a Modal Asset Management, apesar da "recente deterioração das expectativas de inflação do mercado", o ajuste mais significativo da curva de juros reais "deve evitar uma postura mais dura do BC e sancionar o consenso de alta de 0,50 ponto percentual na Selic".
Na segunda-feira, o boletim Focus do BC mostrou que a expectativa do mercado para o IPCA em 2005 subiu de 5,67% para 5,7%. A meta de inflação do BC é de 5,1% em 2005.
Por um outro critério, considerando as taxas prefixadas de 360 dias, a taxa de juros reais subiu de cerca de 10,85% para 12% anuais entre a reunião do Copom de dezembro e ontem.
Na BM&F, as taxas futuras de juros voltaram a subir, mostrando que já há quem aposte na possibilidade de a Selic ser elevada em 0,75 ponto percentual. A taxa do contrato DI (Depósito Interfinanceiro) com resgate daqui a um ano fechou em 18,42%, contra 18,35% do dia anterior.
O contrato DI com prazo de vencimento em seis meses encerrou o pregão em 18,70%, ante 18,66% registrada na segunda.
O dólar também subiu e fechou a R$ 2,719, com alta de 0,67%.
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País já tem maior taxa de juro real do mundo
da Folha de S.PauloO Brasil iniciou 2005 com o título nada honroso de campeão mundial dos juros reais, com a taxa mais alta do planeta. Após seu maior "rival", a Turquia, baixar seus juros em dezembro, o Brasil, que ainda segue elevando suas taxas, passou a liderar o ranking dos países com maiores juros reais (descontada a inflação), elaborado pela consultoria GRC Visão.
O atual patamar de 17,75% da taxa básica (Selic) já seria suficiente para dar o título ao país. Se a expectativa do mercado for ratificada e a Selic subir hoje para 18,25%, os juros reais chegarão a 11,87%, maior nível desde outubro de 2003. O cálculo é realizado descontando da taxa de juros as expectativas do mercado para a inflação pelos próximos 12 meses.
Na Turquia, a segunda colocada, após o corte de dois pontos percentuais feito em dezembro, a taxa real caiu para 9%.
A elevação do juro real pode sinalizar o fim do atual ciclo de aperto monetário. Ao elevar a taxa básica (Selic), como tem feito desde setembro, o Copom busca aumentar o juro real a um nível que diminua as ameaças de pressões inflacionárias decorrentes do aquecimento econômico.
"É importante o recente aumento dos juros reais. Independentemente da magnitude da alta da Selic a ser decidida nesta reunião do Copom, é evidente que o aperto monetário está próximo do fim", diz Alexandre Maia, da Gap Asset Management.
O aumento da taxa real pode ter efeito perverso sobre o humor dos empresários, pois serve de referência na hora de o setor privado planejar investimentos futuros.
Um outro reflexo negativo é o possível aumento das taxas praticados no mercado, como cheque especial e crédito pessoal.
O Copom (Comitê de Política Monetária) anuncia hoje como fica a taxa básica. A expectativa predominante entre os analistas financeiros é que a Selic suba de 17,75% para 18,25% anuais.
A taxa real brasileira está muito distante da média geral. Considerando os 40 países que aparecem na pesquisa realizada pela GRC Visão, a taxa média de juro real é de 1,6%. O México, por exemplo, tem taxa real de 4,4%.
Para a Modal Asset Management, apesar da "recente deterioração das expectativas de inflação do mercado", o ajuste mais significativo da curva de juros reais "deve evitar uma postura mais dura do BC e sancionar o consenso de alta de 0,50 ponto percentual na Selic".
Na segunda-feira, o boletim Focus do BC mostrou que a expectativa do mercado para o IPCA em 2005 subiu de 5,67% para 5,7%. A meta de inflação do BC é de 5,1% em 2005.
Por um outro critério, considerando as taxas prefixadas de 360 dias, a taxa de juros reais subiu de cerca de 10,85% para 12% anuais entre a reunião do Copom de dezembro e ontem.
Na BM&F, as taxas futuras de juros voltaram a subir, mostrando que já há quem aposte na possibilidade de a Selic ser elevada em 0,75 ponto percentual. A taxa do contrato DI (Depósito Interfinanceiro) com resgate daqui a um ano fechou em 18,42%, contra 18,35% do dia anterior.
O contrato DI com prazo de vencimento em seis meses encerrou o pregão em 18,70%, ante 18,66% registrada na segunda.
O dólar também subiu e fechou a R$ 2,719, com alta de 0,67%.
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