04/03/2005
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09h52
Após conseguir encerrar a maior moratória da história ontem, a Argentina deverá enfrentar a partir de agora novas pressões do FMI (Fundo Monetário Internacional).
O ministro argentina da Economia, Roberto Lavagna, se reúne neste domingo em Washington com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato. Segundo o jornal "Clarín", o FMI vai pressionar a Argentina a reabrir a oferta de troca de títulos.
O presidente argentino, Néstor Kirchner, anunciou ontem que a proposta de troca da dívida argentina, cujos pagamentos estavam suspensos há 38 meses, conquistou a adesão de 76,07% dos credores, que foram obrigados a concordar com um desconto de até 75% no valor dos papéis.
A notícia, que, na prática, põe fim à moratória, foi bem-recebida por empresários e pela população argentina. É consenso entre analistas que o governo soube negociar.
No domingo, entretanto, o FMI vai pedir que a Argentina dê novo prazo para adesão os 24% de credores que não aceitaram a oferta inicial do governo para a troca da dívida e que detêm cerca de US$ 20 bilhões em títulos do país.
A Argentina já sabe que essa exigência será apresentada e não está disposta a aceitá-la. Segundo o "Clarín", no entanto, o FMI só deve reconhecer o sucesso do plano de troca encerrado na semana passada caso a Argentina volte atrás e reabra a proposta. Para o Fundo, essa seria um prova de "boa-fé" que a Argentina deve ao mercado internacional.
Rato também pressionará Lavagna a fechar um novo acordo com o FMI e com o Clube de Paris, organismos que representam os países credores da Argentina.
Para ter maior prazo para pagar dívidas, entretanto, a Argentina terá que negociar pontos delicados, como o reajuste das tarifas de empresas de serviços públicos privatizadas e o aumento do superávit primário (dinheiro que será economizado para pagar com juros), hoje em 3% do PIB (Produto Interno Bruto) ao ano.
Se o FMI deve ser duro com a Argentina, o "Clarín" também informa que Kirchner orientou Lavagna na última quarta-feira a também não ceder facilmente aos pressões do organismo.
Como a Argentina tem dinheiro para arcar com pagamentos de dívida que terão de ser feitos a organismos internacionais neste mês e no próximo, Kirchner acredita ter tempo para arrastar as negociações até conseguir rechaçar cada uma das exigências feitas pelo FMI.
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Encerrada a moratória, FMI pressionará Argentina por reabertura da troca
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da Folha OnlineApós conseguir encerrar a maior moratória da história ontem, a Argentina deverá enfrentar a partir de agora novas pressões do FMI (Fundo Monetário Internacional).
O ministro argentina da Economia, Roberto Lavagna, se reúne neste domingo em Washington com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato. Segundo o jornal "Clarín", o FMI vai pressionar a Argentina a reabrir a oferta de troca de títulos.
O presidente argentino, Néstor Kirchner, anunciou ontem que a proposta de troca da dívida argentina, cujos pagamentos estavam suspensos há 38 meses, conquistou a adesão de 76,07% dos credores, que foram obrigados a concordar com um desconto de até 75% no valor dos papéis.
A notícia, que, na prática, põe fim à moratória, foi bem-recebida por empresários e pela população argentina. É consenso entre analistas que o governo soube negociar.
No domingo, entretanto, o FMI vai pedir que a Argentina dê novo prazo para adesão os 24% de credores que não aceitaram a oferta inicial do governo para a troca da dívida e que detêm cerca de US$ 20 bilhões em títulos do país.
A Argentina já sabe que essa exigência será apresentada e não está disposta a aceitá-la. Segundo o "Clarín", no entanto, o FMI só deve reconhecer o sucesso do plano de troca encerrado na semana passada caso a Argentina volte atrás e reabra a proposta. Para o Fundo, essa seria um prova de "boa-fé" que a Argentina deve ao mercado internacional.
Rato também pressionará Lavagna a fechar um novo acordo com o FMI e com o Clube de Paris, organismos que representam os países credores da Argentina.
Para ter maior prazo para pagar dívidas, entretanto, a Argentina terá que negociar pontos delicados, como o reajuste das tarifas de empresas de serviços públicos privatizadas e o aumento do superávit primário (dinheiro que será economizado para pagar com juros), hoje em 3% do PIB (Produto Interno Bruto) ao ano.
Se o FMI deve ser duro com a Argentina, o "Clarín" também informa que Kirchner orientou Lavagna na última quarta-feira a também não ceder facilmente aos pressões do organismo.
Como a Argentina tem dinheiro para arcar com pagamentos de dívida que terão de ser feitos a organismos internacionais neste mês e no próximo, Kirchner acredita ter tempo para arrastar as negociações até conseguir rechaçar cada uma das exigências feitas pelo FMI.
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