31/03/2005
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14h07
da Folha Online, no Rio
O consumo das famílias começou a se recuperar e cresceu 4,3% no ano passado. Apesar disso, sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) atingiu o menor patamar da série histórica, iniciada em 1991, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O crescimento mais acentuado do investimento e das exportações justifica a redução na influência.
No ano passado, a participação do consumo das famílias ficou em 55,3%. A participação do investimento e da variação de estoque passou de 19,8% em 2003 para 21,3% do PIB em 2004. Já as exportações passaram de 16,4% para 18%.
Segundo a gerente de Contas Nacionais Trimestrais, Rebeca Palis, a mudança não representa um quadro menos favorável para a economia. "O consumo das famílias é o que tem maior peso sob a ótica da demanda no cálculo do PIB. No ano passado ele perdeu participação por ter crescido menos do que exportações e investimentos e também porque a variação dos preços no consumo das famílias não foi tão alta", disse.
Palis destacou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma variação menor, de 6,6%, do que o IPA (Índice de Preços do Atacado), de 10,5%, calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O consumo do governo também teve queda na participação e passou de 19,9% para 18,8% também pelo crescimento acentuado de investimentos e exportações.
Em 2004, as famílias consumiram R$ 95 bilhões a mais do que em 2003. Deste total, no entanto, a maior parte é fruto do aumento de preços: R$ 56,8 bilhões. O aumento no poder de compra, no volume de aquisição de produtos, ficou em R$ 38,2 bilhões.
No consumo do governo, a variação dos preços teve papel ainda mais acentuado. Dos R$ 22,7 bilhões gastos a mais pelo governo, R$ 20,6 são resultado do aumento nos preços.
Na mesma comparação, as exportações refletiram o aumento do volume de produtos vendidos ao exterior. Dos R$ 63,6 bilhões adquiridos a mais em 2004 na comparação com 2003, R$ 45,8 bilhões representam acréscimo de volume exportado.
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Exportações e investimentos crescem mais do que o consumo das famílias
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JANAINA LAGEda Folha Online, no Rio
O consumo das famílias começou a se recuperar e cresceu 4,3% no ano passado. Apesar disso, sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) atingiu o menor patamar da série histórica, iniciada em 1991, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O crescimento mais acentuado do investimento e das exportações justifica a redução na influência.
No ano passado, a participação do consumo das famílias ficou em 55,3%. A participação do investimento e da variação de estoque passou de 19,8% em 2003 para 21,3% do PIB em 2004. Já as exportações passaram de 16,4% para 18%.
Segundo a gerente de Contas Nacionais Trimestrais, Rebeca Palis, a mudança não representa um quadro menos favorável para a economia. "O consumo das famílias é o que tem maior peso sob a ótica da demanda no cálculo do PIB. No ano passado ele perdeu participação por ter crescido menos do que exportações e investimentos e também porque a variação dos preços no consumo das famílias não foi tão alta", disse.
Palis destacou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma variação menor, de 6,6%, do que o IPA (Índice de Preços do Atacado), de 10,5%, calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O consumo do governo também teve queda na participação e passou de 19,9% para 18,8% também pelo crescimento acentuado de investimentos e exportações.
Em 2004, as famílias consumiram R$ 95 bilhões a mais do que em 2003. Deste total, no entanto, a maior parte é fruto do aumento de preços: R$ 56,8 bilhões. O aumento no poder de compra, no volume de aquisição de produtos, ficou em R$ 38,2 bilhões.
No consumo do governo, a variação dos preços teve papel ainda mais acentuado. Dos R$ 22,7 bilhões gastos a mais pelo governo, R$ 20,6 são resultado do aumento nos preços.
Na mesma comparação, as exportações refletiram o aumento do volume de produtos vendidos ao exterior. Dos R$ 63,6 bilhões adquiridos a mais em 2004 na comparação com 2003, R$ 45,8 bilhões representam acréscimo de volume exportado.
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