06/04/2005
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19h03
da Folha Online
A CUT quer cobrar da direção mundial da DaimlerChrysler uma solução que garanta a continuidade das operações da unidade localizada em Juiz de Fora (MG). No começo do mês, a montadora anunciou a desistência do projeto de produzir no Brasil uma das versões do veículo smart. O projeto inicial previa a fabricação de um utilitário esportivo --chamado de smart formore-- na fábrica mineira.
Como a empresa também interromperá a produção do Classe A no segundo semestre, os 1.100 funcionários de Juiz de Fora ficaram apreensivos com o futuro da fábrica.
Projetada para produzir até 70 mil veículos por ano, a unidade de Juiz de Fora produziu apenas 5.000 unidades do Classe A no ano passado. A solução para acabar com a ociosidade da fábrica seria a produção de um novo veículo --no caso, o smart--, que não será mais produzido no Brasil.
A montadora informou que a divisão Mercedes Car Group "estará estudando alternativas para a fábrica de Juiz de Fora durante as próximas semanas".
Mas a CUT está preocupada, pois jornais alemães chegaram a noticiar nos últimos dias que a DaimlerChrysler pretenderia fechar a fábrica de Juiz de Fora.
"Quando cobro a responsabilidade social e ética da DaimlerChrysler, falo do retorno que a montadora precisa dar para o país diante dos inúmeros benefícios fiscais e de infra-estrutura que recebeu para instalar a planta em Juiz de Fora, além do compromisso com os trabalhadores que emprega", disse Luiz Marinho, presidente da CUT.
O pedido de reunião com a direção mundial da Daimler será feito nos próximos dias e a CUT quer envolver neste processo representantes do governo. "O poder público está diretamente interessados nesta questão, já que é credor da empresa em função dos benefícios e financiamentos que foram concedidos", afirmou Marinho.
Para se instalar em Juiz de Fora, a empresa recebeu US$ 820 milhões em investimentos e mais uma série de incentivos fiscais do Estado de Minas Gerais.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a DaimlerChrysler
CUT vai cobrar da DaimlerChrysler garantia para fábrica em MG
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A CUT quer cobrar da direção mundial da DaimlerChrysler uma solução que garanta a continuidade das operações da unidade localizada em Juiz de Fora (MG). No começo do mês, a montadora anunciou a desistência do projeto de produzir no Brasil uma das versões do veículo smart. O projeto inicial previa a fabricação de um utilitário esportivo --chamado de smart formore-- na fábrica mineira.
Como a empresa também interromperá a produção do Classe A no segundo semestre, os 1.100 funcionários de Juiz de Fora ficaram apreensivos com o futuro da fábrica.
Projetada para produzir até 70 mil veículos por ano, a unidade de Juiz de Fora produziu apenas 5.000 unidades do Classe A no ano passado. A solução para acabar com a ociosidade da fábrica seria a produção de um novo veículo --no caso, o smart--, que não será mais produzido no Brasil.
A montadora informou que a divisão Mercedes Car Group "estará estudando alternativas para a fábrica de Juiz de Fora durante as próximas semanas".
Mas a CUT está preocupada, pois jornais alemães chegaram a noticiar nos últimos dias que a DaimlerChrysler pretenderia fechar a fábrica de Juiz de Fora.
"Quando cobro a responsabilidade social e ética da DaimlerChrysler, falo do retorno que a montadora precisa dar para o país diante dos inúmeros benefícios fiscais e de infra-estrutura que recebeu para instalar a planta em Juiz de Fora, além do compromisso com os trabalhadores que emprega", disse Luiz Marinho, presidente da CUT.
O pedido de reunião com a direção mundial da Daimler será feito nos próximos dias e a CUT quer envolver neste processo representantes do governo. "O poder público está diretamente interessados nesta questão, já que é credor da empresa em função dos benefícios e financiamentos que foram concedidos", afirmou Marinho.
Para se instalar em Juiz de Fora, a empresa recebeu US$ 820 milhões em investimentos e mais uma série de incentivos fiscais do Estado de Minas Gerais.
Especial


