27/04/2005
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11h10
O PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo teve um crescimento anual superior à média nacional pela primeira vez de 1998, segundo estudo preliminar divulgado hoje pela Fundação Seade.
De acordo com o levantamento, a soma das riquezas produzidas por São Paulo cresceu 7,6% em 2004, a maior alta pelo menos desde 1985, quando começa a série histórica.
Além de ser maior do que o crescimento médio da economia brasileira no ano passado, que foi de 5,2%, o resultado paulista também é bem superior ao registrado pelo Estado nos anos anteriores: -0,2% em 2003, 0,8% em 2002, 1,2% em 2001 e 3,7% em 2000.
Em moeda corrente, o PIB paulista atingiu R$ 592 bilhões, contra R$ 508,6 bilhões em 2003. Retirando o efeito que a inflação causa no aumento do PIB, o estudo do Seade mostra que o crescimento real foi de R$ 52 bilhões no ano passado.
A pesquisa também informa que a participação paulista na economia brasileira cresceu para 33,4% em 2004. Isso representa um crescimento em relação a 2003, quando a fatia paulista na riqueza nacional era de 32,7%, mas também significa uma redução quando comparado ao percentual de 2000 (33,7%).
Indústria
O estudo mostra que a indústria, cujo PIB cresceu 18,2% no ano passado, foi o grande motor da expansão paulista. Já o PIB da agropecuária e dos serviços registraram expansões bem mais modestas de 0,6% e 4,5%, respectivamente.
Segundo a Fundação Seade, dois fatores explicam o dinamismo da indústria: a recuperação da massa salarial (e, por conseqüência, do consumo doméstico) e o aumento das exportações.
"O forte incremento da atividade exportadora da economia paulista, em especial dos bens manufaturados, que compõem a maior parte do valor exportado pelo Estado, refletiu-se em uma primeira recuperação da massa salarial e do nível de emprego", explica o Seade.
"O aumento da massa salarial, embora pequeno, ocorreu após uma tendência de queda acentuada, revertida a partir do final de 2003, com a elevação do rendimento médio real do trabalho e do número de pessoas ocupadas. Esses movimentos, acompanhados pela redução dos índices de desemprego, ativaram a demanda interna por bens de consumo duráveis e não-duráveis, permitindo que a indústria paulista principal fornecedora desses bens para o mercado nacional fizesse valer sua integração de forma positiva, crescendo muito acima da média nacional", afirma.
O Seade desenvolveu a pesquisa a pedido da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.
A metodologia desenvolvida está baseada em indicadores da variação da produção física de cada setor de atividade, que foram sintetizados em um único valor: o Produto Interno Bruto, de acordo com a ponderação setorial definida e revista anualmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As informações são preliminares, uma vez que são fruto de projeções que, apesar de terem o máximo de precisão possível, deverão ser retificadas à medida que novos dados vierem a ser disponibilizados. A Fundação Seade deverá rever trimestralmente esses resultados.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a Fundação Seade
PIB do Estado de São Paulo cresce 7,6% em 2004, diz Seade
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da Folha OnlineO PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo teve um crescimento anual superior à média nacional pela primeira vez de 1998, segundo estudo preliminar divulgado hoje pela Fundação Seade.
De acordo com o levantamento, a soma das riquezas produzidas por São Paulo cresceu 7,6% em 2004, a maior alta pelo menos desde 1985, quando começa a série histórica.
Além de ser maior do que o crescimento médio da economia brasileira no ano passado, que foi de 5,2%, o resultado paulista também é bem superior ao registrado pelo Estado nos anos anteriores: -0,2% em 2003, 0,8% em 2002, 1,2% em 2001 e 3,7% em 2000.
Em moeda corrente, o PIB paulista atingiu R$ 592 bilhões, contra R$ 508,6 bilhões em 2003. Retirando o efeito que a inflação causa no aumento do PIB, o estudo do Seade mostra que o crescimento real foi de R$ 52 bilhões no ano passado.
A pesquisa também informa que a participação paulista na economia brasileira cresceu para 33,4% em 2004. Isso representa um crescimento em relação a 2003, quando a fatia paulista na riqueza nacional era de 32,7%, mas também significa uma redução quando comparado ao percentual de 2000 (33,7%).
Indústria
O estudo mostra que a indústria, cujo PIB cresceu 18,2% no ano passado, foi o grande motor da expansão paulista. Já o PIB da agropecuária e dos serviços registraram expansões bem mais modestas de 0,6% e 4,5%, respectivamente.
Segundo a Fundação Seade, dois fatores explicam o dinamismo da indústria: a recuperação da massa salarial (e, por conseqüência, do consumo doméstico) e o aumento das exportações.
"O forte incremento da atividade exportadora da economia paulista, em especial dos bens manufaturados, que compõem a maior parte do valor exportado pelo Estado, refletiu-se em uma primeira recuperação da massa salarial e do nível de emprego", explica o Seade.
"O aumento da massa salarial, embora pequeno, ocorreu após uma tendência de queda acentuada, revertida a partir do final de 2003, com a elevação do rendimento médio real do trabalho e do número de pessoas ocupadas. Esses movimentos, acompanhados pela redução dos índices de desemprego, ativaram a demanda interna por bens de consumo duráveis e não-duráveis, permitindo que a indústria paulista principal fornecedora desses bens para o mercado nacional fizesse valer sua integração de forma positiva, crescendo muito acima da média nacional", afirma.
O Seade desenvolveu a pesquisa a pedido da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.
A metodologia desenvolvida está baseada em indicadores da variação da produção física de cada setor de atividade, que foram sintetizados em um único valor: o Produto Interno Bruto, de acordo com a ponderação setorial definida e revista anualmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As informações são preliminares, uma vez que são fruto de projeções que, apesar de terem o máximo de precisão possível, deverão ser retificadas à medida que novos dados vierem a ser disponibilizados. A Fundação Seade deverá rever trimestralmente esses resultados.
Especial

