03/05/2005
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17h20
da Folha Online
Embalada pela ampliação do crédito para a pessoa física e pelo nível elevado das exportações, a indústria paulista abriu 8.716 vagas em março. Foi o terceiro mês consecutivo de contratações na indústria de transformação paulista, segundo levantamento divulgado pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
O número de vagas criadas em março representou um crescimento de 0,45% no nível de emprego da indústria. Foi o melhor resultado já registrado para o mês de março desde 2003. Com esse movimento, o nível de geração de vagas voltou para o mesmo patamar de outubro _quando o emprego industrial havia crescido 0,45%.
Apesar do resultado positivo verificado até agora, o diretor do Departamento de Economia do Ciesp, Boris Tabacof, disse que há uma "estabilização no nível de emprego industrial". "Há uma perda do dinamismo que caracterizou 2004."
Segundo ele, as exportações _que têm ajudado a sustentar a geração de vagas_ pode ser prejudicada pelo dólar barato. "Os empresários estão em compasso de ansiedade. Há sinais de desaceleração mas exportações. E esses sinais merecem atenção", afirmou Tabacof.
Utilizando dados do Ministério do Desenvolvimento, o Ciesp divulgou estudo mostrando que em março as exportações da indústria paulista subiram 19,6% sobre igual mês de 2004. Esse percentual está abaixo da média de crescimento verificada em janeiro e fevereiro, que foi de 44%.
Tabacof disse que as indústrias instaladas no país não vão aceitar perder rentabilidade por conta do câmbio desvalorizado. "Não será mais negócio fabricar no Brasil para exportar para outros mercados."
Para Antonio Corrêa de Lacerda, diretor-adjunto do Departamento de Economia do Ciesp, a combinação do juro alto e dólar baixo já afetaram o emprego industrial. "Se as condições fossem mais favoráveis, a geração de vagas poderia ter sido muito maior do que foi até agora."
Interior
O interior do Estado continua registrando níveis de crescimento industrial superiores ao da capital. Em março, a região de Araçatuba (a 530 km de SP) registrou o maior crescimento do emprego industrial de março, com uma alta de 3,79% no total de vagas. Na capital, o avanço foi de apenas 0,29%.
"Nossa região tem se beneficiado do crescimento da indústria sucroalcooleira. Tem o aspecto sazonal de safra, que ajudou a gerar empregos na região", afirmou João Carlos Ferreira, diretor regional do Ciesp em Araçatuba.
No ano, a região de Sertãozinho (335 km de São Paulo) registra um crescimento de 7,41% no emprego industrial, contra 0,88% da capital. A indústria sucroalcooleira também é a maior empregadora de mão-de-obra da região.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre emprego industrial
Crédito e exportações embalam crescimento do emprego industrial em SP
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
Embalada pela ampliação do crédito para a pessoa física e pelo nível elevado das exportações, a indústria paulista abriu 8.716 vagas em março. Foi o terceiro mês consecutivo de contratações na indústria de transformação paulista, segundo levantamento divulgado pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
O número de vagas criadas em março representou um crescimento de 0,45% no nível de emprego da indústria. Foi o melhor resultado já registrado para o mês de março desde 2003. Com esse movimento, o nível de geração de vagas voltou para o mesmo patamar de outubro _quando o emprego industrial havia crescido 0,45%.
Apesar do resultado positivo verificado até agora, o diretor do Departamento de Economia do Ciesp, Boris Tabacof, disse que há uma "estabilização no nível de emprego industrial". "Há uma perda do dinamismo que caracterizou 2004."
Segundo ele, as exportações _que têm ajudado a sustentar a geração de vagas_ pode ser prejudicada pelo dólar barato. "Os empresários estão em compasso de ansiedade. Há sinais de desaceleração mas exportações. E esses sinais merecem atenção", afirmou Tabacof.
Utilizando dados do Ministério do Desenvolvimento, o Ciesp divulgou estudo mostrando que em março as exportações da indústria paulista subiram 19,6% sobre igual mês de 2004. Esse percentual está abaixo da média de crescimento verificada em janeiro e fevereiro, que foi de 44%.
Tabacof disse que as indústrias instaladas no país não vão aceitar perder rentabilidade por conta do câmbio desvalorizado. "Não será mais negócio fabricar no Brasil para exportar para outros mercados."
Para Antonio Corrêa de Lacerda, diretor-adjunto do Departamento de Economia do Ciesp, a combinação do juro alto e dólar baixo já afetaram o emprego industrial. "Se as condições fossem mais favoráveis, a geração de vagas poderia ter sido muito maior do que foi até agora."
Interior
O interior do Estado continua registrando níveis de crescimento industrial superiores ao da capital. Em março, a região de Araçatuba (a 530 km de SP) registrou o maior crescimento do emprego industrial de março, com uma alta de 3,79% no total de vagas. Na capital, o avanço foi de apenas 0,29%.
"Nossa região tem se beneficiado do crescimento da indústria sucroalcooleira. Tem o aspecto sazonal de safra, que ajudou a gerar empregos na região", afirmou João Carlos Ferreira, diretor regional do Ciesp em Araçatuba.
No ano, a região de Sertãozinho (335 km de São Paulo) registra um crescimento de 7,41% no emprego industrial, contra 0,88% da capital. A indústria sucroalcooleira também é a maior empregadora de mão-de-obra da região.
Especial


