12/05/2005
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17h05
da Folha Online
O dólar barato já começa a afetar a produção interna de veículos. A General Motors, por exemplo, reduziu no começo do mês a jornada semanal de trabalho da fábrica de São Caetano, no ABC paulista. A montadora quer estender a mesma medida para a unidade de São José dos Campos (91 km de São Paulo).
A GM informou que está adotando essas medidas para adequar a produção local "às exportações". Segundo a empresa, a diminuição do ritmo de produção é reflexo do efeito da desvalorização do dólar sobre as exportações.
A fábrica de São Caetano, por exemplo, reduziu a jornada semanal de trabalho de 45 horas para 40 horas no início de maio. A unidade é responsável pela produção do Corsa, Novo Corsa, Astra e Vectra.
Para São José dos Campos, a idéia é manter a jornada de 40 horas semanais com redução do quadro de pessoal A mudança está sendo negociada com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Em São José são produzidos o Corsa, Novo Corsa, Montana, S-10, Blazer, Meriva e Zafira.
No começo do mês, o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, disse que o dólar barato estava "pulverizando a rentabilidade das exportações".
Segundo ele, essa redução de margem pode tirar do Brasil investimentos necessários à manutenção da competitividade.
"Quando a indústria não consegue investir, abre a portas para a China e o Leste Europeu. A indústria nacional está sob a ameaça da competitividade externa", disse.
Em abril, as exportações de veículos, máquinas agrícolas, motores e componentes atingiram US$ 881,902 milhões, uma queda de 5,9% sobre março. No acumulado de janeiro até abril, as exportações totalizam US$ 3,180 bilhões, uma alta de 35,9% sobre o mesmo período de 2004.
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Dólar barato derruba produção de veículos na GM
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
O dólar barato já começa a afetar a produção interna de veículos. A General Motors, por exemplo, reduziu no começo do mês a jornada semanal de trabalho da fábrica de São Caetano, no ABC paulista. A montadora quer estender a mesma medida para a unidade de São José dos Campos (91 km de São Paulo).
A GM informou que está adotando essas medidas para adequar a produção local "às exportações". Segundo a empresa, a diminuição do ritmo de produção é reflexo do efeito da desvalorização do dólar sobre as exportações.
A fábrica de São Caetano, por exemplo, reduziu a jornada semanal de trabalho de 45 horas para 40 horas no início de maio. A unidade é responsável pela produção do Corsa, Novo Corsa, Astra e Vectra.
Para São José dos Campos, a idéia é manter a jornada de 40 horas semanais com redução do quadro de pessoal A mudança está sendo negociada com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Em São José são produzidos o Corsa, Novo Corsa, Montana, S-10, Blazer, Meriva e Zafira.
No começo do mês, o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, disse que o dólar barato estava "pulverizando a rentabilidade das exportações".
Segundo ele, essa redução de margem pode tirar do Brasil investimentos necessários à manutenção da competitividade.
"Quando a indústria não consegue investir, abre a portas para a China e o Leste Europeu. A indústria nacional está sob a ameaça da competitividade externa", disse.
Em abril, as exportações de veículos, máquinas agrícolas, motores e componentes atingiram US$ 881,902 milhões, uma queda de 5,9% sobre março. No acumulado de janeiro até abril, as exportações totalizam US$ 3,180 bilhões, uma alta de 35,9% sobre o mesmo período de 2004.
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