13/05/2005
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12h52
da Folha Online
A General Motors do Brasil anunciou hoje a redução do seu programa anual de exportações. O primeiro contrato a ser atingido é o de venda para o México, maior cliente da subsidiária brasileira.
Segundo o vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, haverá um corte de 11 mil veículos no embarque anual de veículos para o México. A previsão anterior da montadora era exportar 80 mil veículos para aquele país. A GM vende para o México os modelos Montana e Corsa.
O executivo atribuiu ao dólar barato a necessidade de revisar para baixo o programa de exportações. Segundo ele, a desvalorização da moeda norte-americana reduziu a rentabilidade das exportações brasileiras, que são, em sua maior parte, negociadas em dólar.
Para compensar esse corte nas exportações, a GM vai reduzia a produção diária de veículos da fábrica de São José dos Campos (91 km de São Paulo), de 46 para 40 unidades.
Com a necessidade de produção menor, a GM irá ajustar seu quadro de pessoal. A montadora abre na segunda-feira um PDV (programa de demissão voluntária) para até 500 funcionários aposentados de São José dos Campos.
O PDV é apenas uma das medidas adotadas pela GM para reduzir seu volume de produção. No começo do mês, a empresa reduziu a jornada semanal da fábrica de São Caetano, no ABC paulista, de 45 horas para 40 horas.
Em São José são produzidos o Corsa, Novo Corsa, Montana, S-10, Blazer, Meriva e Zafira. Em São Caetano, são fabricados os modelos Corsa, Novo Corsa, Astra e Vectra.
No começo do mês, o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, disse que o dólar barato estava "pulverizando a rentabilidade das exportações".
Segundo ele, essa redução de margem pode tirar do Brasil investimentos necessários à manutenção da competitividade.
Em abril, as exportações de veículos, máquinas agrícolas, motores e componentes atingiram US$ 881,902 milhões, uma queda de 5,9% sobre março. No acumulado de janeiro até abril, as exportações totalizam US$ 3,180 bilhões, uma alta de 35,9% sobre o mesmo período de 2004.
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A General Motors do Brasil anunciou hoje a redução do seu programa anual de exportações. O primeiro contrato a ser atingido é o de venda para o México, maior cliente da subsidiária brasileira.
Segundo o vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, haverá um corte de 11 mil veículos no embarque anual de veículos para o México. A previsão anterior da montadora era exportar 80 mil veículos para aquele país. A GM vende para o México os modelos Montana e Corsa.
O executivo atribuiu ao dólar barato a necessidade de revisar para baixo o programa de exportações. Segundo ele, a desvalorização da moeda norte-americana reduziu a rentabilidade das exportações brasileiras, que são, em sua maior parte, negociadas em dólar.
Para compensar esse corte nas exportações, a GM vai reduzia a produção diária de veículos da fábrica de São José dos Campos (91 km de São Paulo), de 46 para 40 unidades.
Com a necessidade de produção menor, a GM irá ajustar seu quadro de pessoal. A montadora abre na segunda-feira um PDV (programa de demissão voluntária) para até 500 funcionários aposentados de São José dos Campos.
O PDV é apenas uma das medidas adotadas pela GM para reduzir seu volume de produção. No começo do mês, a empresa reduziu a jornada semanal da fábrica de São Caetano, no ABC paulista, de 45 horas para 40 horas.
Em São José são produzidos o Corsa, Novo Corsa, Montana, S-10, Blazer, Meriva e Zafira. Em São Caetano, são fabricados os modelos Corsa, Novo Corsa, Astra e Vectra.
No começo do mês, o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, disse que o dólar barato estava "pulverizando a rentabilidade das exportações".
Segundo ele, essa redução de margem pode tirar do Brasil investimentos necessários à manutenção da competitividade.
Em abril, as exportações de veículos, máquinas agrícolas, motores e componentes atingiram US$ 881,902 milhões, uma queda de 5,9% sobre março. No acumulado de janeiro até abril, as exportações totalizam US$ 3,180 bilhões, uma alta de 35,9% sobre o mesmo período de 2004.
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