18/05/2005
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16h49
da Folha Online
Os trabalhadores do setor automotivo estão enfrentando empecilhos para fechar a proposta de PLR (participação nos lucros e resultados) deste ano. No ano passado, embaladas pela produção recorde de veículos --foram 2,2 milhões de unidades--, as montadoras chegaram a pagar uma PLR de R$ 5.162 --caso da Scania.
Neste ano, entretanto, montadoras e sindicatos de metalúrgicos ainda não chegaram a um acordo sobre o valor total da PLR que será paga em 2005. A expectativa é que esse acordo seja fechado ainda neste semestre.
Entre as dificuldades está a desvalorização do dólar, que ameaça a rentabilidade das montadoras. Além disso, as vendas para o mercado interno continuam abaixo do esperado. Tudo isso ameaça o ritmo de produção --um dos instrumentos usados na negociação da PLR.
Na Ford de São Bernardo, no ABC paulista, os funcionários pediram uma PLR de R$ 5.400, mas a montadora ofereceu R$ 4.030.
Já os funcionários da General Motors de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, entraram ontem em greve para pressionar a empresa a melhorar a proposta de PLR.
A empresa teria oferecido pagar uma PLR de R$ 2.280 em Mogi das Cruzes. O valor é menor que a proposta de R$ 4.050 feita para os trabalhadores de São Caetano, no ABC paulista, e para São José dos Campos (a 91 km de SP).
Primeira parcela
As montadoras pagaram entre o final de abril e o começo de maio a primeira parcela da PLR (participação nos lucros e resultados). A primeira parcela deste ano chegou a R$ 2.500 --caso da Scania.
Na DaimlerChrysler, a primeira parcela da PLR foi de R$ 2.450. Para os funcionários da Volkswagen de São Bernardo, o benefício chegou a R$ 2.000. Esse foi o mesmo valor pago pela Ford para seus trabalhadores.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre pagamento de PLR
Metalúrgicos tentam melhorar proposta de PLR de montadoras
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
Os trabalhadores do setor automotivo estão enfrentando empecilhos para fechar a proposta de PLR (participação nos lucros e resultados) deste ano. No ano passado, embaladas pela produção recorde de veículos --foram 2,2 milhões de unidades--, as montadoras chegaram a pagar uma PLR de R$ 5.162 --caso da Scania.
Neste ano, entretanto, montadoras e sindicatos de metalúrgicos ainda não chegaram a um acordo sobre o valor total da PLR que será paga em 2005. A expectativa é que esse acordo seja fechado ainda neste semestre.
Entre as dificuldades está a desvalorização do dólar, que ameaça a rentabilidade das montadoras. Além disso, as vendas para o mercado interno continuam abaixo do esperado. Tudo isso ameaça o ritmo de produção --um dos instrumentos usados na negociação da PLR.
Na Ford de São Bernardo, no ABC paulista, os funcionários pediram uma PLR de R$ 5.400, mas a montadora ofereceu R$ 4.030.
Já os funcionários da General Motors de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, entraram ontem em greve para pressionar a empresa a melhorar a proposta de PLR.
A empresa teria oferecido pagar uma PLR de R$ 2.280 em Mogi das Cruzes. O valor é menor que a proposta de R$ 4.050 feita para os trabalhadores de São Caetano, no ABC paulista, e para São José dos Campos (a 91 km de SP).
Primeira parcela
As montadoras pagaram entre o final de abril e o começo de maio a primeira parcela da PLR (participação nos lucros e resultados). A primeira parcela deste ano chegou a R$ 2.500 --caso da Scania.
Na DaimlerChrysler, a primeira parcela da PLR foi de R$ 2.450. Para os funcionários da Volkswagen de São Bernardo, o benefício chegou a R$ 2.000. Esse foi o mesmo valor pago pela Ford para seus trabalhadores.
Especial

