18/05/2005
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16h51
da Folha Online
O Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora (MG) já começou a contabilizar as primeiras demissões provocadas pela interrupção da produção do Classe A, prevista para agosto, na fábrica da local da Mercedes. Segundo o presidente do sindicato, Geraldo Werneck, as empresas que fornecem peças e serviços para a Mercedes foram as primeiras a reduzir pessoal.
Hoje, por exemplo, o corte teria atingido 50% do quadro de funcionários da Magna Decoma, que fornece peças para o Classe A.
A empresa, que tem 60 funcionários, teria cortado 30 vagas hoje. "As demais serão fechadas até agosto. A empresa vai sair do Brasil", disse Werneck.
Segundo ele, o mesmo problema deve atingir mais oito empresas da região, que empregam 600 trabalhadores. Todas elas são fornecedoras de peças da Mercedes.
A DaimlerChrysler anunciou no mês passado que o projeto de produção de um utilitário esportivo da família smart em Juiz de Fora seria desativado. Ao mesmo tempo, confirmou a suspensão da produção do Classe A no segundo semestre.
Como alternativa de produção, a montadora informou que traria para Juiz de Fora a montagem do CKD (completamente desmontados) do Classe C, que deverá ser exportado para os Estados Unidos.
"Essa solução não nos interessa. Queremos um projeto definitivo de produção e não medidas provisórias. Existe incerteza ainda em relação ao futuro da fábrica", disse Werneck.
Os 1.100 funcionários da Mercedes de Juiz de Fora têm garantia no emprego até 28 de fevereiro de 2006. Depois disso, a empresa poderá fazer ajustes no quadro de pessoal.
Especial
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
O Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora (MG) já começou a contabilizar as primeiras demissões provocadas pela interrupção da produção do Classe A, prevista para agosto, na fábrica da local da Mercedes. Segundo o presidente do sindicato, Geraldo Werneck, as empresas que fornecem peças e serviços para a Mercedes foram as primeiras a reduzir pessoal.
Hoje, por exemplo, o corte teria atingido 50% do quadro de funcionários da Magna Decoma, que fornece peças para o Classe A.
A empresa, que tem 60 funcionários, teria cortado 30 vagas hoje. "As demais serão fechadas até agosto. A empresa vai sair do Brasil", disse Werneck.
Segundo ele, o mesmo problema deve atingir mais oito empresas da região, que empregam 600 trabalhadores. Todas elas são fornecedoras de peças da Mercedes.
A DaimlerChrysler anunciou no mês passado que o projeto de produção de um utilitário esportivo da família smart em Juiz de Fora seria desativado. Ao mesmo tempo, confirmou a suspensão da produção do Classe A no segundo semestre.
Como alternativa de produção, a montadora informou que traria para Juiz de Fora a montagem do CKD (completamente desmontados) do Classe C, que deverá ser exportado para os Estados Unidos.
"Essa solução não nos interessa. Queremos um projeto definitivo de produção e não medidas provisórias. Existe incerteza ainda em relação ao futuro da fábrica", disse Werneck.
Os 1.100 funcionários da Mercedes de Juiz de Fora têm garantia no emprego até 28 de fevereiro de 2006. Depois disso, a empresa poderá fazer ajustes no quadro de pessoal.
Especial


