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Dinheiro
19/05/2005 - 10h49

Homens se tornam informais por desemprego e mulheres, pela renda

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JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio

Uma pesquisa divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a economia informal urbana revela que os fatores que levam homens e mulheres ao mercado de trabalho informal são distintos.

Segundo a pesquisa, aproximadamente 31% dos proprietários de empresas informais indicam o fato de não terem encontrado emprego como motivo para iniciar o empreendimento. Entre as mulheres, 32% indicam a complementação da renda familiar como fator mais importante.

Esse padrão se verificou em relação aos proprietários de empresa que trabalhavam por conta própria. Entre os que são pequenos empregadores, homens ou mulheres, o principal motivo foi o desejo de se tornarem independentes.

Entre os proprietários do setor informal, uma parcela de 66% são homens e neste grupo, um total de 95% não tinham sócios.

O nível de instrução preponderante entre os proprietários, independente do sexo, foi de primeiro grau completo. Apenas 2% do total de proprietários tinham nível superior completo.

Aproximadamente 20% dos proprietários de empresas do setor informal frequentaram cursos de formação profissional voltado para o negócio.
Cerca de 32% dos proprietários não precisaram de capital para iniciar o empreendimento. Para os que precisaram de capital inicial, a maioria utilizou recursos próprios e apenas 11% solicitaram empréstimos.

Trabalhadores

Segundo o IBGE, a maior parte dos trabalhadores das empresas do setor informal (36%) tinha o primeiro grau incompleto. Desde a primeira edição da pesquisa, em 1997, o instituto identifica uma tendência de aumento da participação de trabalhadores com segundo grau completo, tanto entre homens quanto mulheres.

A mão-de-obra das empresas informais é formada principalmente por trabalhadores do sexo masculino (64%). A única exceção é no caso da mão-de-obra não-remunerada, onde 64% eram mulheres.

Dentre as pessoas ocupadas nas empresas informais, 69% eram trabalhadores por conta própria, 7% eram empregadores, 10%, de empregados sem carteira assinada, 6%, com carteira assinada e 5%, não-remunerados.

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