Dinheiro
24/05/2005 - 12h47

Busca por emprego eleva desemprego em SP em abril

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FABIANA FUTEMA
da Folha Online

O aumento do número de pessoas em busca de trabalho pressionou a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo. No mês passado, 107 mil pessoas passaram a procurar por emprego. Foi o maior acréscimo já registrado na PEA (população economicamente ativa) desde abril do ano passado --quando 168 mil pessoas entraram no mercado de trabalho.

Essa volume de pessoas que passaram a pressionar o mercado de trabalho foi maior que os 69 mil postos de trabalho gerados em abril.
Com isso, a taxa de desemprego da região metropolitana de São Paulo --que estava em 17,3% em março-- subiu para 17,5% da PEA em abril, segundo a Fundação Seade-Dieese. Foi a terceira alta consecutiva. Apesar da alta, trata-se da menor taxa registrada para o mês de abril desde 1997.

Essa diferença elevou em 38 mil o número de desempregados, que foram estimados em 1,753 milhão.

Segundo os técnicos da Fundação Seade-Dieese, foi essa "entrada pesada" de pessoas no mercado de trabalho que pressionou o desemprego em abril. "O mês de abril também teve uma geração forte de empregos. Foram criados 69 mil postos", disse o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

Alexandre Loloian, coordenador da pesquisa de desemprego do Seade, afirmou que este começo de ano "foi muito positivo" para o mercado de trabalho na região metropolitana de São Paulo.

"Tivemos geração de emprego em meses em que tradicionalmente há redução de postos. E essa geração de vagas tem sido muito forte", afirmou Loloian.

Para os técnicos da Fundação Seade-Dieese, a tendência é da taxa de desemprego começar a cair daqui para a frente. "Se tudo ocorrer bem, haverá a continuidade da geração de vagas, mas a entrada de pessoas na PEA será menor, o que resultará na redução do desemprego", disse Lúcio.

Ocupação

Em abril, o setor de serviços criou 53 mil vagas, o que elevou em 1,2% o nível de ocupação. No ano, o setor abriu 245 mil vagas.

Entre os destaques do setor estão as atividades auxiliares, formada por telefonia, aluguel de máquinas, assessoria de empresas, serviços para edifícios, garagem, entre outros. Nos últimos 12 meses, o nível de atividade dos serviços auxiliares cresceu 36,9%.

Em abril, os chamados outros setores --que inclui construção civil e serviços domésticos-- abriram 24 mil vagas (2,4%). Por outro lado, houve a eliminação de 5.000 postos de trabalho no comércio (-0,4%) e outros 3.000 foram cortados na indústria (-0,2%).

Rendimento

A renda média do trabalhador teve ligeira queda de 0,1% em março, atingindo R$ 1.018. Na comparação com março de 2004, quando o rendimento médio era de R$ 1.019, houve uma queda também de 0,1%.

Os dados de renda têm um mês de defasagem em relação aos do emprego --os pesquisadores perguntam aos entrevistados quanto receberam no mês anterior.

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