25/05/2005
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17h06
da Folha Online
A Kodak anunciou hoje o fechamento da fábrica de papel fotográfico instalada em São José dos Campos (91 km de SP). A unidade, que emprega 650 funcionários, encerrará suas atividades até o final de outubro. Mas a Kodak informa que nem todos os funcionários serão atingidos pelo fechamento da unidade.
Segundo a empresa, os cortes atingirão 380 funcionários --desse total, 130 haviam sido informados em março que seriam desligados da fábrica até o final do ano--, todos ligados ao setor de manufatura.
A Kodak informa que os 270 funcionários restantes poderão ser transferidos para outras unidades. A empresa possui uma fábrica em Manaus (AM) e um escritório em São Paulo (SP). Nesse escritório estão localizados os setores comercial e de marketing.
Herson Manfrinato, diretor de assuntos corporativos da Kodak, atribuiu a decisão da empresa à evolução das câmeras digitais sobre o mercado convencional de máquinas fotográficas. "Houve uma queda da demanda por papel fotográfico. No mundo todo, essa demanda caiu 30% em 2004 em relação a 2003."
Segundo ele, essa mudança forçou a Kodak a mudar o foco de sua atuação. "A empresa está saindo do mundo da indústria química para migrar para a indústria digital."
A fábrica da Kodak de São José produz filme fotográfico, fotoquímicos (produtos para revelação) e faz o corte e acabamento de filmes para raios-X. A fabricação de fotoquímicos será concentrada em Rochester (EUA), e o corte de filmes para raio-x será transferida para a unidade de Manaus (AM). Com isso, a unidade de Manaus, que tem 190 funcionários, vai contratar mais 50.
Manfrinato disse que o desligamento dos funcionários da Kodak ocorrerá em três etapas: junho, agosto e outubro.
Quando anunciou o desligamento de 130 funcionários, em março, a empresa ofereceu um pacote de incentivos, que previa 75% do salário por ano de casa, seis meses de assistência médica, seis meses de seguro de vida, recolocação e cursos de atualização.
O diretor do Sindicato dos Químicos de São José, Gilson Evangelista de Castro, disse que a decisão da Kodak reflete as desigualdades fiscais do país. "A empresa não pode sair do país, que é um importante mercado. Mas concentrará sua produção em Manaus, para usufruir dos benefícios da Zona Franca."
Kodak fecha fábrica em São José dos Campos e demite 380
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A Kodak anunciou hoje o fechamento da fábrica de papel fotográfico instalada em São José dos Campos (91 km de SP). A unidade, que emprega 650 funcionários, encerrará suas atividades até o final de outubro. Mas a Kodak informa que nem todos os funcionários serão atingidos pelo fechamento da unidade.
Segundo a empresa, os cortes atingirão 380 funcionários --desse total, 130 haviam sido informados em março que seriam desligados da fábrica até o final do ano--, todos ligados ao setor de manufatura.
A Kodak informa que os 270 funcionários restantes poderão ser transferidos para outras unidades. A empresa possui uma fábrica em Manaus (AM) e um escritório em São Paulo (SP). Nesse escritório estão localizados os setores comercial e de marketing.
Herson Manfrinato, diretor de assuntos corporativos da Kodak, atribuiu a decisão da empresa à evolução das câmeras digitais sobre o mercado convencional de máquinas fotográficas. "Houve uma queda da demanda por papel fotográfico. No mundo todo, essa demanda caiu 30% em 2004 em relação a 2003."
Segundo ele, essa mudança forçou a Kodak a mudar o foco de sua atuação. "A empresa está saindo do mundo da indústria química para migrar para a indústria digital."
A fábrica da Kodak de São José produz filme fotográfico, fotoquímicos (produtos para revelação) e faz o corte e acabamento de filmes para raios-X. A fabricação de fotoquímicos será concentrada em Rochester (EUA), e o corte de filmes para raio-x será transferida para a unidade de Manaus (AM). Com isso, a unidade de Manaus, que tem 190 funcionários, vai contratar mais 50.
Manfrinato disse que o desligamento dos funcionários da Kodak ocorrerá em três etapas: junho, agosto e outubro.
Quando anunciou o desligamento de 130 funcionários, em março, a empresa ofereceu um pacote de incentivos, que previa 75% do salário por ano de casa, seis meses de assistência médica, seis meses de seguro de vida, recolocação e cursos de atualização.
O diretor do Sindicato dos Químicos de São José, Gilson Evangelista de Castro, disse que a decisão da Kodak reflete as desigualdades fiscais do país. "A empresa não pode sair do país, que é um importante mercado. Mas concentrará sua produção em Manaus, para usufruir dos benefícios da Zona Franca."

