Dinheiro
07/06/2005 - 15h16

GM e sindicatos vão analisar resultado do PDV nesta semana

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FABIANA FUTEMA
da Folha Online

A General Motors do Brasil deve se reunir nesta semana com os Sindicatos dos Metalúrgicos de São Caetano e de São José dos Campos. No encontro, as partes devem analisar o resultado do PDV (programa de demissão voluntária) aberto no mês passado nas fábricas de São Caetano, no ABC paulista, e em São José dos Campos (91 km de SP).

A medida foi adotada pela montadora para adequar a produção ao novo patamar do dólar, que reduziu a rentabilidade das exportações da GM. Por conta disso, a empresa reduziu seu programa de exportações para 2005.

O PDV era voltado apenas para os funcionários aposentados. Em São Caetano existiam 600 funcionários nessa condição. Em São José, a empresa contava com outros 500 aposentados.

Levantamento feito pelos dois sindicatos mostrou que a adesão ao PDV foi baixa. Em São José, apenas 160 funcionários aderiram ao programa. Em São Caetano, a adesão foi ainda menor: só 57.

Apesar da baixa adesão, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano informou que não aceitará demissões na fábrica. "O PDV, como o próprio nome diz, é voluntário. A empresa não pode forçar ninguém a aderir. E se a adesão for baixa, não pode demitir", disse o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão.

O presidente do sindicato de São José, Luiz Carlos Prates, o Mancha, também descarta demissões. "Não aceitaremos cortes."

Em São Caetano, além do PDV, a montadora reduziu no começo do mês a jornada semanal de trabalho de 45 horas para 40 horas.

Em São José são produzidos o Corsa, Novo Corsa, Montana, S-10, Blazer, Meriva e Zafira. Em São Caetano, são fabricados os modelos Corsa, Novo Corsa, Astra e Vectra.

Procurada pela reportagem, a GM não confirmou as reuniões com os sindicatos.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a GM anunciou hoje a demissão de 25 mil dos 180 mil funcionários até 2008. A medida, divulgada pelo presidente da GM, Rick Wagoner, tem o objetivo de reduzir os custos da empresa.

A montadora atravessa uma de suas piores crises, com perdas contínuas de participação de mercado, redução nas vendas dos modelos 4x4 e piora de sua nota de risco.

Só no primeiro trimestre, a divisão da América do Norte da GM registrou um prejuízo de US$ 1,1 bilhão --foi o pior resultado em 13 anos.

Entre as medidas que também serão implantadas está a redução das despesas com o pagamento do seguro saúde dos empregados.

Wagoner disse também que a GM reduzirá sua política de promoções de funcionários.

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