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07/06/2005 - 17h08

Bicombustíveis devem representar 75% das vendas de veículos em 2006, diz Câmara

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FABIANA FUTEMA
da Folha Online

A aceleração das vendas de veículos bicombustíveis surpreendeu até mesmo a Câmara Setorial da Cadeia de Açúcar e Álcool. A câmara estimava que os bicombustíveis fossem representar 67% das vendas totais de veículos do país só em 2006.

Após os resultados registrados nos últimos meses, essa projeção já foi revista para cima. A previsão agora é que a nova tecnologia responda por 75% das vendas de veículos novos do próximo ano.

"A aceitação [dos bicombustíveis] está sendo mais rápida do que o esperado. As vendas se aceleraram muito", disse o presidente da câmara, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

Segundo ele, a ampliação das vendas é reflexo da demanda combinada à oferta. "A oferta está correndo atrás da demanda. Sabemos que já existe sobra de veículos a gasolina nas lojas, enquanto há fila de espera por determinados modelos flex fuel."

Esse avanço dos bicombustíveis já foi medido pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Os bicombustíveis superaram pela primeira vez, em maio, as vendas dos movidos a gasolina. Do total vendido, 49,5% eram bicombustíveis e 43,3% eram movidos a gasolina.

O presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, disse que a trajetória dos bicombustíveis no mercado é crescente. "A [aceitação da] tecnologia cresce à medida que aumenta a disponibilidade de modelos.""

Consumidor

Carvalho disse que o consumidor será o grande beneficiado pela ampliação da frota de veículos bicombustíveis --roda com álcool ou gasolina, juntos ou separados. "O consumidor passa a ser o rei do negócio. Ele não depende exclusivamente da variações de preços da gasolina ou do álcool. É ele quem decide que combustível vai usar."

Além disso, a Câmara Setorial aposta na exportação dessa tecnologia para outros países. "Todos os países estão muito interessados na adoção de combustíveis renováveis."

Pelos cálculos da Câmara Setorial da Cadeia de Açúcar e Álcool, do Ministério da Agricultura, a entrada dos bicombustíveis na frota nacional de carros deve elevar em 600 milhões de litros a demanda de álcool etílico para 2005. No ano passado, a demanda total do país foi de 13 bilhões de litros.

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