10/06/2005
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13h46
da Folha Online
A General Motors ameaçou reabrir o PDV (programa de demissão voluntária) nas fábricas de São Caetano, no ABC paulista, e de São José dos Campos (91 km de SP), segundo sindicatos de trabalhadores. Essa possibilidade foi levantada nas reuniões mantidas ontem e hoje com os sindicatos dos metalúrgicos das duas cidades.
Procurada pela reportagem, a GM informou "que não existe qualquer decisão tomada" ainda.
Ontem, quando se reuniu com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, a empresa teria informado que precisaria reduzir o quadro de pessoal do setor de ferramentaria. "A empresa informou que tem um problema de pessoal na ferramentaria e que teria de fazer ajustes", disse Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do sindicato.
Hoje, o encontro ocorreu com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José. "A empresa nos informou que terá de reabrir o PDV", afirmou Vivaldo Moreira Araújo, diretor do sindicato.
Segundo ele, a empresa informou que a adesão ao PDV aberto em maio não atingiu as expectativas do montadora.
Em São José, dos 500 funcionários aposentados, apenas 160 aderiram ao programa. Em São Caetano, a adesão foi ainda menor: só 57 dos 600.
"A empresa só não disse qual era o nível de adesão desejado no PDV", afirmou Araújo.
Em São Caetano, uma nova reunião deve ocorrer na terça-feira. Em São José, as duas partes devem agendar um novo encontro.
A abertura de PDV de maio foi decidida após a empresa reduzir sua programação de exportações para 2005. A medida foi influenciada pela depreciação do dólar, que reduziu a rentabilidade das exportações da montadora.
Para adequar a produção ao novo cenário, a GM também reduziu em maio a jornada semanal de trabalho de São Caetano, de 45 horas para 40 horas.
Em São José são produzidos o Corsa, Novo Corsa, Montana, S-10, Blazer, Meriva e Zafira. Em São Caetano, são fabricados os modelos Corsa, Novo Corsa, Astra e Vectra.
Crise mundial
A possibilidade de reabertura do PDV ocorre logo depois da GM anunciar nesta semana nos Estados Unidos o corte de 25 mil dos 180 mil postos de trabalho da região. A redução do quadro de pessoal ocorrerá até 2008, informou o presidente do grupo, Rick Wagoner.
A montadora atravessa uma de suas piores crises, com perdas contínuas de participação de mercado, redução nas vendas dos modelos 4x4 e piora de sua nota de risco.
Só no primeiro trimestre, a divisão da América do Norte da GM registrou um prejuízo de US$ 1,1 bilhão --foi o pior resultado em 13 anos.
Wagoner disse aos acionistas que o plano da empresa para sair da crise é "reduzir os custos e melhorar a qualidade".
Entre as medidas que também devem ser implantadas pela GM está a redução das despesas com o pagamento do seguro saúde dos empregados.
Especial
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GM ameaça reabrir PDV em São Caetano e São José, dizem sindicatos
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A General Motors ameaçou reabrir o PDV (programa de demissão voluntária) nas fábricas de São Caetano, no ABC paulista, e de São José dos Campos (91 km de SP), segundo sindicatos de trabalhadores. Essa possibilidade foi levantada nas reuniões mantidas ontem e hoje com os sindicatos dos metalúrgicos das duas cidades.
Procurada pela reportagem, a GM informou "que não existe qualquer decisão tomada" ainda.
Ontem, quando se reuniu com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, a empresa teria informado que precisaria reduzir o quadro de pessoal do setor de ferramentaria. "A empresa informou que tem um problema de pessoal na ferramentaria e que teria de fazer ajustes", disse Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do sindicato.
Hoje, o encontro ocorreu com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José. "A empresa nos informou que terá de reabrir o PDV", afirmou Vivaldo Moreira Araújo, diretor do sindicato.
Segundo ele, a empresa informou que a adesão ao PDV aberto em maio não atingiu as expectativas do montadora.
Em São José, dos 500 funcionários aposentados, apenas 160 aderiram ao programa. Em São Caetano, a adesão foi ainda menor: só 57 dos 600.
"A empresa só não disse qual era o nível de adesão desejado no PDV", afirmou Araújo.
Em São Caetano, uma nova reunião deve ocorrer na terça-feira. Em São José, as duas partes devem agendar um novo encontro.
A abertura de PDV de maio foi decidida após a empresa reduzir sua programação de exportações para 2005. A medida foi influenciada pela depreciação do dólar, que reduziu a rentabilidade das exportações da montadora.
Para adequar a produção ao novo cenário, a GM também reduziu em maio a jornada semanal de trabalho de São Caetano, de 45 horas para 40 horas.
Em São José são produzidos o Corsa, Novo Corsa, Montana, S-10, Blazer, Meriva e Zafira. Em São Caetano, são fabricados os modelos Corsa, Novo Corsa, Astra e Vectra.
Crise mundial
A possibilidade de reabertura do PDV ocorre logo depois da GM anunciar nesta semana nos Estados Unidos o corte de 25 mil dos 180 mil postos de trabalho da região. A redução do quadro de pessoal ocorrerá até 2008, informou o presidente do grupo, Rick Wagoner.
A montadora atravessa uma de suas piores crises, com perdas contínuas de participação de mercado, redução nas vendas dos modelos 4x4 e piora de sua nota de risco.
Só no primeiro trimestre, a divisão da América do Norte da GM registrou um prejuízo de US$ 1,1 bilhão --foi o pior resultado em 13 anos.
Wagoner disse aos acionistas que o plano da empresa para sair da crise é "reduzir os custos e melhorar a qualidade".
Entre as medidas que também devem ser implantadas pela GM está a redução das despesas com o pagamento do seguro saúde dos empregados.
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