30/06/2005
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17h39
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou hoje em queda de 0,30%, depois de chegar a subir 0,60% ao longo do dia. No acumulado do mês de junho, o Ibovespa registrou leve baixa de 0,61%.
O desempenho negativo do mercado acionário norte-americano e a cautela em torno do depoimento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) à CPI mista dos Correios --que investiga denúncia de corrupção na estatal-- impediram a alta da Bovespa hoje.
O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,96%. O Nasdaq, da Bolsa eletrônica dos EUA, fechou em baixa de 0,58%.
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) elevou sua taxa de juros nesta quinta-feira de 3% para 3,25% ao ano, mantendo o gradualismo de aumentos da taxa e sem causar surpresas no mercado. Entretanto, analistas avaliam que a íntegra do documento do Fed sinaliza que o ciclo de altas dos juros nos EUA vai durar ainda por um longo período.
O volume financeiro na Bovespa somou hoje R$ 1,088 bilhão.
Câmbio
O dólar caiu pelo quinto dia seguido e já caminha para romper os R$ 2,33, apesar das turbulências políticas no mercado interno. A moeda norte-americana fechou hoje em queda de 0,97%, a R$ 2,334 na venda, menor cotação desde 19 de abril de 2002 (R$ 2,332).
Pela manhã, a divisa chegou a subir 0,47%, atingindo R$ 2,367. Segundo Marcelo Ribeiro, da corretora Concórdia, a alta pela manhã foi puxada pela informação de que o Tesouro Nacional aumentou sua previsão de compra de dólares no mercado para honrar compromissos da dívida externa que vencem no segundo semestre deste ano.
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, informou pela manhã que o Tesouro vai adquirir mais US$ 4,963 bilhões para pagamento da dívida.
À tarde, entretanto, de acordo com Ribeiro, o mercado avaliou que exagerou na reação às afirmações do diretor do BC. 'Depois que passou o estresse de subida [da moeda], a pressão vendedora voltou a aumentar', disse.
A disputa entre "comprados" e "vendidos" para a formação da Ptax (média diária do dólar), que serve para a liquidação de contratos futuros no primeiro dia útil do próximo mês na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
A questão política continua sendo acompanhada pelo mercado, mas tem influenciado pouco os negócios, segundo analistas. 'O movimento de hoje é um exemplo de que o dólar pode virar a qualquer momento', afirmou Ribeiro.
Especial
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Bovespa inverte e fecha em baixa de 0,30% atrelada a Wall Street
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da Folha OnlineA Bolsa de Valores de São Paulo fechou hoje em queda de 0,30%, depois de chegar a subir 0,60% ao longo do dia. No acumulado do mês de junho, o Ibovespa registrou leve baixa de 0,61%.
O desempenho negativo do mercado acionário norte-americano e a cautela em torno do depoimento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) à CPI mista dos Correios --que investiga denúncia de corrupção na estatal-- impediram a alta da Bovespa hoje.
O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,96%. O Nasdaq, da Bolsa eletrônica dos EUA, fechou em baixa de 0,58%.
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) elevou sua taxa de juros nesta quinta-feira de 3% para 3,25% ao ano, mantendo o gradualismo de aumentos da taxa e sem causar surpresas no mercado. Entretanto, analistas avaliam que a íntegra do documento do Fed sinaliza que o ciclo de altas dos juros nos EUA vai durar ainda por um longo período.
O volume financeiro na Bovespa somou hoje R$ 1,088 bilhão.
Câmbio
O dólar caiu pelo quinto dia seguido e já caminha para romper os R$ 2,33, apesar das turbulências políticas no mercado interno. A moeda norte-americana fechou hoje em queda de 0,97%, a R$ 2,334 na venda, menor cotação desde 19 de abril de 2002 (R$ 2,332).
Pela manhã, a divisa chegou a subir 0,47%, atingindo R$ 2,367. Segundo Marcelo Ribeiro, da corretora Concórdia, a alta pela manhã foi puxada pela informação de que o Tesouro Nacional aumentou sua previsão de compra de dólares no mercado para honrar compromissos da dívida externa que vencem no segundo semestre deste ano.
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, informou pela manhã que o Tesouro vai adquirir mais US$ 4,963 bilhões para pagamento da dívida.
À tarde, entretanto, de acordo com Ribeiro, o mercado avaliou que exagerou na reação às afirmações do diretor do BC. 'Depois que passou o estresse de subida [da moeda], a pressão vendedora voltou a aumentar', disse.
A disputa entre "comprados" e "vendidos" para a formação da Ptax (média diária do dólar), que serve para a liquidação de contratos futuros no primeiro dia útil do próximo mês na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
A questão política continua sendo acompanhada pelo mercado, mas tem influenciado pouco os negócios, segundo analistas. 'O movimento de hoje é um exemplo de que o dólar pode virar a qualquer momento', afirmou Ribeiro.
Especial

