11/07/2005
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16h39
da Folha Online
A Emgea (Empresa Gestora de Ativos) anuncia amanhã medidas de incentivo à liquidação e reestruturação de contratos do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) que não possuem a cobertura do FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais). As medidas deverão beneficiar 187.195 mutuários que se encaixam nessas condições.
Com essas medidas, a Emgea pretende se livrar da administração desses contratos, que foram assinados até 1994. Eles são considerados desequilibrados do ponto de vista financeiro e possuem diversos tipos de distorções, como saldo devedor superior ao valor do imóvel e prestações altas demais.
Segundo a Emgea, a maioria desses mutuários está em situação de inadimplência. Esses mutuários tomaram empréstimos para a compra de imóveis na Caixa Econômica Federal, mas seus contratos foram mais tarde transferidos para a Emgea.
A Emgea foi uma estatal criada em 2001 durante a reestruturação patrimonial da Caixa Econômica Federal. Na ocasião, a Caixa transferiu para a Emgea todos os contratos mobiliários tidos como desequilibrados financeiramente e de difícil recebimento.
Caixa Federal
A Caixa Econômica Federal anunciou uma série de medidas para facilitar e agilizar a concessão de crédito imobiliário. Com isso, o banco pretende emprestar até o final do ano os R$ 10 bilhões que foram disponibilizados para o financiamento habitacional em 2005.
A avaliação do setor imobiliário é que o banco está tendo dificuldade para liberar esses recursos para a sociedade. Até junho foram liberados menos de R$ 3 bilhões. Com isso, sobraram R$ 7 bilhões para serem contratos nos seis meses que restam do ano.
Entre as medidas adotadas pelo banco está a criação de uma força-tarefa que será formada por gerentes de habitação especializados no atendimento de demandas específicas do setor.
Serão deslocados 32 gerentes para os principais escritórios de negócios da Caixa --que concentram mais de 60% da demanda. A força-tarefa inclui 300 agências reforçadas com técnicos especializados na área.
No caso das entrevistas, as perguntas foram simplificadas e foram mantidas apenas aquelas sobre dados que não precisam ser comprovados. Antes, o interessado tinha que ir a uma agência da Caixa, preencher várias fichas e ficar esperando para saber se o empréstimo havia sido autorizado. Com a mudança, a resposta será imediata. Se o pedido for negado, o cliente saberá o motivo.
Segundo a Caixa, os clientes com nome sujo poderão receber o crédito imobiliário, desde que cumpra algumas condições, como a quitação das dívidas. Nesse caso, o crédito será pré-aprovado, mas o dinheiro só será liberado quando o cliente quitar as dívidas e comprovar para a Caixa que resolveu as pendências.
No sistema antigo, a restrição cadastral (nome sujo), era, por si só, motivo suficiente para o banco negar o financiamento.
Outra facilidade é a possibilidade de aprovação do crédito condicionado à adequação da proposta. Ou seja, um cliente que teve seu pedido de crédito recusado pode adequar sua proposta e assim ter uma segunda chance para conseguir o financiamento. Nessa adequação ele pode dar como entrada valores de poupança própria, mudar o prazo de pagamento ou o valor da prestação.
Especial
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Governo vai incentivar quitação de contrato imobiliário assinado antes de 1994
FABIANA FUTEMAda Folha Online
A Emgea (Empresa Gestora de Ativos) anuncia amanhã medidas de incentivo à liquidação e reestruturação de contratos do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) que não possuem a cobertura do FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais). As medidas deverão beneficiar 187.195 mutuários que se encaixam nessas condições.
Com essas medidas, a Emgea pretende se livrar da administração desses contratos, que foram assinados até 1994. Eles são considerados desequilibrados do ponto de vista financeiro e possuem diversos tipos de distorções, como saldo devedor superior ao valor do imóvel e prestações altas demais.
Segundo a Emgea, a maioria desses mutuários está em situação de inadimplência. Esses mutuários tomaram empréstimos para a compra de imóveis na Caixa Econômica Federal, mas seus contratos foram mais tarde transferidos para a Emgea.
A Emgea foi uma estatal criada em 2001 durante a reestruturação patrimonial da Caixa Econômica Federal. Na ocasião, a Caixa transferiu para a Emgea todos os contratos mobiliários tidos como desequilibrados financeiramente e de difícil recebimento.
Caixa Federal
A Caixa Econômica Federal anunciou uma série de medidas para facilitar e agilizar a concessão de crédito imobiliário. Com isso, o banco pretende emprestar até o final do ano os R$ 10 bilhões que foram disponibilizados para o financiamento habitacional em 2005.
A avaliação do setor imobiliário é que o banco está tendo dificuldade para liberar esses recursos para a sociedade. Até junho foram liberados menos de R$ 3 bilhões. Com isso, sobraram R$ 7 bilhões para serem contratos nos seis meses que restam do ano.
Entre as medidas adotadas pelo banco está a criação de uma força-tarefa que será formada por gerentes de habitação especializados no atendimento de demandas específicas do setor.
Serão deslocados 32 gerentes para os principais escritórios de negócios da Caixa --que concentram mais de 60% da demanda. A força-tarefa inclui 300 agências reforçadas com técnicos especializados na área.
No caso das entrevistas, as perguntas foram simplificadas e foram mantidas apenas aquelas sobre dados que não precisam ser comprovados. Antes, o interessado tinha que ir a uma agência da Caixa, preencher várias fichas e ficar esperando para saber se o empréstimo havia sido autorizado. Com a mudança, a resposta será imediata. Se o pedido for negado, o cliente saberá o motivo.
Segundo a Caixa, os clientes com nome sujo poderão receber o crédito imobiliário, desde que cumpra algumas condições, como a quitação das dívidas. Nesse caso, o crédito será pré-aprovado, mas o dinheiro só será liberado quando o cliente quitar as dívidas e comprovar para a Caixa que resolveu as pendências.
No sistema antigo, a restrição cadastral (nome sujo), era, por si só, motivo suficiente para o banco negar o financiamento.
Outra facilidade é a possibilidade de aprovação do crédito condicionado à adequação da proposta. Ou seja, um cliente que teve seu pedido de crédito recusado pode adequar sua proposta e assim ter uma segunda chance para conseguir o financiamento. Nessa adequação ele pode dar como entrada valores de poupança própria, mudar o prazo de pagamento ou o valor da prestação.
Especial

