18/07/2005
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15h49
da Folha Online
A Caixa Econômica Federal escalou o jogador Raí para estrelar uma campanha publicitária que será levada ao ar nos próximos dias para divulgar as mudanças do crédito imobiliário. O lançamento da campanha coincide com a necessidade do banco de acelerar a concessão de crédito para área imobiliária.
O orçamento do banco neste ano para a contratação de financiamentos habitacionais é de R$ 10 bilhões. Só R$ 2,9 bilhões foram utilizados até junho. Os R$ 7,1 bilhões restantes precisam ser consumidos até dezembro, caso contrário serão devolvidos para os caixas de onde saíram, como o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
O presidente da Caixa, Jorge Mattoso, se mostrou otimista e disse hoje que a instituição pretende chegar perto desses R$ 10 bilhões.
Mas a missão é considerada impossível por analistas do setor. No segundo semestre de 2004, a Caixa liberou R$ 2,348 bilhões em crédito imobiliário. Para esgotar os R$ 10 bilhões de 2005, a Caixa terá de ampliar em 202,2% as contratações do segundo semestre.
Segundo Mattoso, a Caixa realizou uma série de mudanças nos mecanismos de análise de crédito imobiliário que devem facilitar e acelerar a aprovação do pedido feito pelos mutuários. As entrevistas feitas aos interessados no financiamento foram simplificadas e a resposta sobre o pedido pode ser obtida imediatamente.
Outra facilidade foi a possibilidade de aprovação do crédito condicionado à adequação da proposta. Ou seja, um cliente que teve seu pedido de crédito recusado pode adequar sua proposta e assim ter uma segunda chance para conseguir o financiamento.
"Fizemos mudanças [nos sistemas de análise de crédito] que coloca a Caixa em condições de disputar o mercado e consolidar o orçamento de R$ 10 bilhões", disse Mattoso.
Desempenho
O presidente da Caixa atribuiu o fraco desempenho do primeiro semestre à sazonalidade do período. "O segundo semestre costuma ser mais intenso que o primeiro."
Segundo ele, o ambiente econômico também deve favorecer o aquecimento do crédito imobiliário. "Depois do emprego, a renda também deve melhorar. Além disso, o consumo deve se intensificar com a retomada da queda das taxas de juros."
Mattoso não acredita que a crise política possa afetar a intenção de compra do consumidor. "É difícil avaliar isso. Até agora não tem nada que aponte para isso."
Mercado
A Caixa sempre foi o maior operador de crédito imobiliário do país. O banco costumava responder por cerca de 90% de todo crédito imobiliário concedido no país.
Essa situação começou a mudar em 2004. No ano passado, a Caixa liberou R$ 6 bilhões em financiamentos habitacionais, contra R$ 3 bilhões concedidos pelo setor privado. Ou seja, a participação histórica da Caixa de 90% recuou para 66% do crédito imobiliário.
Para 2005, o setor privado deve emprestar de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para a área habitacional. Se a Caixa conseguir emprestar os R$ 10 bilhões previstos, sua participação se manterá na casa dos 66%.
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A Caixa Econômica Federal escalou o jogador Raí para estrelar uma campanha publicitária que será levada ao ar nos próximos dias para divulgar as mudanças do crédito imobiliário. O lançamento da campanha coincide com a necessidade do banco de acelerar a concessão de crédito para área imobiliária.
O orçamento do banco neste ano para a contratação de financiamentos habitacionais é de R$ 10 bilhões. Só R$ 2,9 bilhões foram utilizados até junho. Os R$ 7,1 bilhões restantes precisam ser consumidos até dezembro, caso contrário serão devolvidos para os caixas de onde saíram, como o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
O presidente da Caixa, Jorge Mattoso, se mostrou otimista e disse hoje que a instituição pretende chegar perto desses R$ 10 bilhões.
Mas a missão é considerada impossível por analistas do setor. No segundo semestre de 2004, a Caixa liberou R$ 2,348 bilhões em crédito imobiliário. Para esgotar os R$ 10 bilhões de 2005, a Caixa terá de ampliar em 202,2% as contratações do segundo semestre.
Segundo Mattoso, a Caixa realizou uma série de mudanças nos mecanismos de análise de crédito imobiliário que devem facilitar e acelerar a aprovação do pedido feito pelos mutuários. As entrevistas feitas aos interessados no financiamento foram simplificadas e a resposta sobre o pedido pode ser obtida imediatamente.
Outra facilidade foi a possibilidade de aprovação do crédito condicionado à adequação da proposta. Ou seja, um cliente que teve seu pedido de crédito recusado pode adequar sua proposta e assim ter uma segunda chance para conseguir o financiamento.
"Fizemos mudanças [nos sistemas de análise de crédito] que coloca a Caixa em condições de disputar o mercado e consolidar o orçamento de R$ 10 bilhões", disse Mattoso.
Desempenho
O presidente da Caixa atribuiu o fraco desempenho do primeiro semestre à sazonalidade do período. "O segundo semestre costuma ser mais intenso que o primeiro."
Segundo ele, o ambiente econômico também deve favorecer o aquecimento do crédito imobiliário. "Depois do emprego, a renda também deve melhorar. Além disso, o consumo deve se intensificar com a retomada da queda das taxas de juros."
Mattoso não acredita que a crise política possa afetar a intenção de compra do consumidor. "É difícil avaliar isso. Até agora não tem nada que aponte para isso."
Mercado
A Caixa sempre foi o maior operador de crédito imobiliário do país. O banco costumava responder por cerca de 90% de todo crédito imobiliário concedido no país.
Essa situação começou a mudar em 2004. No ano passado, a Caixa liberou R$ 6 bilhões em financiamentos habitacionais, contra R$ 3 bilhões concedidos pelo setor privado. Ou seja, a participação histórica da Caixa de 90% recuou para 66% do crédito imobiliário.
Para 2005, o setor privado deve emprestar de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para a área habitacional. Se a Caixa conseguir emprestar os R$ 10 bilhões previstos, sua participação se manterá na casa dos 66%.
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