20/07/2005
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17h47
da Folha Online
A Nossa Caixa anunciou hoje a reabertura de linhas de crédito para as construtoras de imóveis residenciais. Depois de 12 anos de suspensão, a nova linha será retomada com a expectativa, segundo o banco, de incentivar a construção de moradias e a geração de emprego e renda.
Segundo o banco, a linha de financiamento ficou suspensa por tanto tempo por conta das incertezas jurídicas nas relações entre tomadores de crédito, agente financeiro e empreendedores.
O diretor de diretor de desenvolvimento e governo da Nossa Caixa, Natalino Gazonato, disse que as mudanças na legislação criaram incentivos para a reabertura do programa.
"Novas leis propiciaram a retomada das aplicações com maior segurança", disse ele se referindo à criação de alguns mecanismos, como o patrimônio de afetação --que permite a segregação de um empreendimento imobiliário das demais operações de uma incorporadora-- e a nova Lei de Falências, que dá preferência aos créditos garantidos por bens móveis e imóveis em relação aos créditos tributários
As garantias previstas para o empréstimo são: hipoteca do terreno e das benfeitorias, fiança dos sócios ou diretores da empresa e penhor de direitos creditórios.
O programa de empréstimos à produção de imóveis terá como fonte de recursos os depósitos em caderneta de poupança. Ele será destinado às empresas incorporadoras e construtoras da indústria da construção civil.
O programa não tem volume de recursos definido porque a Nossa Caixa informou quer atender toda a demanda que chegar à rede de agências. Para os clientes pessoa física, o volume disponível é de R$ 360 milhões.
O valor máximo do empréstimo às empresas será de 80% do custo da obra, excluído o custo com o terreno. A taxa de juros é de 12% ao ano, para um prazo de construção de até 24 meses.
O desembolso dos recursos será feito em parcelas mensais, de acordo com as etapas previstas no cronograma físico-financeiro.
Estímulos
Essa não é a primeira vez que o banco adota medidas para incentivar o setor imobiliário em São Paulo. Em março, a Nossa Caixa alterou as condições do financiamento habitacional para facilitar a compra ou construção da casa própria.
Entre as medidas, o banco reduziu as taxas de juros, alongou o prazo para o pagamento e aumentou o percentual máximo de financiamento.
Nas operações de aquisição de imóveis residenciais do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), as taxas de juros caíram para até 9% ao ano. O percentual máximo de financiamento foi ampliado para até 80% do valor do imóvel ou de compra e venda (vale o menor), como é o caso dos empréstimos para o funcionalismo público.
Para o SFH, o limite do valor do imóvel passou para R$ 350 mil e o limite do valor de financiamento teve saltou de R$ 150 mil para R$ 245 mil.
Depois, o banco estendeu essas mesmas condições para o financiamento de imóveis usados. A Nossa Caixa informou que a decisão está em sintonia com a estratégia de aumentar a oferta de recursos para a aquisição da casa própria. "Nossa intenção é melhorar as condições de acesso da população ao crédito", disse Gazonato.
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Após 12 anos, Nossa Caixa retoma financiamento para construtoras
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FABIANA FUTEMAda Folha Online
A Nossa Caixa anunciou hoje a reabertura de linhas de crédito para as construtoras de imóveis residenciais. Depois de 12 anos de suspensão, a nova linha será retomada com a expectativa, segundo o banco, de incentivar a construção de moradias e a geração de emprego e renda.
Segundo o banco, a linha de financiamento ficou suspensa por tanto tempo por conta das incertezas jurídicas nas relações entre tomadores de crédito, agente financeiro e empreendedores.
O diretor de diretor de desenvolvimento e governo da Nossa Caixa, Natalino Gazonato, disse que as mudanças na legislação criaram incentivos para a reabertura do programa.
"Novas leis propiciaram a retomada das aplicações com maior segurança", disse ele se referindo à criação de alguns mecanismos, como o patrimônio de afetação --que permite a segregação de um empreendimento imobiliário das demais operações de uma incorporadora-- e a nova Lei de Falências, que dá preferência aos créditos garantidos por bens móveis e imóveis em relação aos créditos tributários
As garantias previstas para o empréstimo são: hipoteca do terreno e das benfeitorias, fiança dos sócios ou diretores da empresa e penhor de direitos creditórios.
O programa de empréstimos à produção de imóveis terá como fonte de recursos os depósitos em caderneta de poupança. Ele será destinado às empresas incorporadoras e construtoras da indústria da construção civil.
O programa não tem volume de recursos definido porque a Nossa Caixa informou quer atender toda a demanda que chegar à rede de agências. Para os clientes pessoa física, o volume disponível é de R$ 360 milhões.
O valor máximo do empréstimo às empresas será de 80% do custo da obra, excluído o custo com o terreno. A taxa de juros é de 12% ao ano, para um prazo de construção de até 24 meses.
O desembolso dos recursos será feito em parcelas mensais, de acordo com as etapas previstas no cronograma físico-financeiro.
Estímulos
Essa não é a primeira vez que o banco adota medidas para incentivar o setor imobiliário em São Paulo. Em março, a Nossa Caixa alterou as condições do financiamento habitacional para facilitar a compra ou construção da casa própria.
Entre as medidas, o banco reduziu as taxas de juros, alongou o prazo para o pagamento e aumentou o percentual máximo de financiamento.
Nas operações de aquisição de imóveis residenciais do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), as taxas de juros caíram para até 9% ao ano. O percentual máximo de financiamento foi ampliado para até 80% do valor do imóvel ou de compra e venda (vale o menor), como é o caso dos empréstimos para o funcionalismo público.
Para o SFH, o limite do valor do imóvel passou para R$ 350 mil e o limite do valor de financiamento teve saltou de R$ 150 mil para R$ 245 mil.
Depois, o banco estendeu essas mesmas condições para o financiamento de imóveis usados. A Nossa Caixa informou que a decisão está em sintonia com a estratégia de aumentar a oferta de recursos para a aquisição da casa própria. "Nossa intenção é melhorar as condições de acesso da população ao crédito", disse Gazonato.
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