12/08/2005
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12h05
A expectativa em torno do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gera tensão no mercado financeiro hoje. Entretanto, depois de superar os R$ 2,40, o dólar reduziu a alta e, às 12h02, tinha valorização de 1,19%, vendido a R$ 2,374.
Pela manhã, a divisa atingiu os R$ 2,406, um avanço de 2,55% em relação ao fechamento do dia anterior. Ontem, a moeda norte-americana subiu 2,89% --maior alta desde 31 de maio do ano passado-- e encerrou os negócios a R$ 2,346.
A Bolsa de Valores de São Paulo opera com queda de 1,32%. Até o momento, chegou a cair mais de 3%. Ontem, o índice da Bolsa paulista fechou com perda de 1,78%.
Hoje, as atenções estão voltadas para o cenário político, principalmente depois do depoimento do publicitário Duda Mendonça, ontem, à CPI dos Correios. Duda confirmou ter recebido R$ 15,5 milhões de caixa dois do empresário Marcos Valério, apontado como um dos operadores do "mensalão".
Para Flávio Ogoshi, do Banco RaboBank, o temor do mercado é que as denúncias de corrupção cheguem ao presidente Lula. Um operador afirmou inclusive que a "blindagem" do presidente pode estar chegando ao fim.
Pesquisa feita pelo DataFolha, divulgada hoje, mostra queda na popularidade de Lula.
Para Miriam Tavares, da corretora AGK, a hipótese de impeachment do presidente Lula ainda é pequena, mas começa a provocar decisões isoladas de venda de papéis da dívida brasileira. "Mas o movimento em todos os mercados é bastante pequeno", ressalta.
Miriam considera ainda que o esperado pronunciamento do presidente Lula pode amenizar a turbulência ou piorar ainda mais o quadro político, "dependendo do seu conteúdo e tom".
"Além das preocupações com o desfecho da crise por conta das novas revelações de ontem, aumentou o temor de novas denúncias contundentes nas revistas de fim de semana", avalia.
O risco-país brasileiro sobe 2,57%, para 399 pontos. O indicador em alta sinaliza que a confiança dos investidores externos em relação ao país está em baixa. O Global 40, principal título da dívida externa do Brasil, cai 0,21%, para 117,75% do seu valor de face.
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Dólar continua próximo dos R$ 2,40, à espera do pronunciamento de Lula
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da Folha OnlineA expectativa em torno do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gera tensão no mercado financeiro hoje. Entretanto, depois de superar os R$ 2,40, o dólar reduziu a alta e, às 12h02, tinha valorização de 1,19%, vendido a R$ 2,374.
Pela manhã, a divisa atingiu os R$ 2,406, um avanço de 2,55% em relação ao fechamento do dia anterior. Ontem, a moeda norte-americana subiu 2,89% --maior alta desde 31 de maio do ano passado-- e encerrou os negócios a R$ 2,346.
A Bolsa de Valores de São Paulo opera com queda de 1,32%. Até o momento, chegou a cair mais de 3%. Ontem, o índice da Bolsa paulista fechou com perda de 1,78%.
Hoje, as atenções estão voltadas para o cenário político, principalmente depois do depoimento do publicitário Duda Mendonça, ontem, à CPI dos Correios. Duda confirmou ter recebido R$ 15,5 milhões de caixa dois do empresário Marcos Valério, apontado como um dos operadores do "mensalão".
Para Flávio Ogoshi, do Banco RaboBank, o temor do mercado é que as denúncias de corrupção cheguem ao presidente Lula. Um operador afirmou inclusive que a "blindagem" do presidente pode estar chegando ao fim.
Pesquisa feita pelo DataFolha, divulgada hoje, mostra queda na popularidade de Lula.
Para Miriam Tavares, da corretora AGK, a hipótese de impeachment do presidente Lula ainda é pequena, mas começa a provocar decisões isoladas de venda de papéis da dívida brasileira. "Mas o movimento em todos os mercados é bastante pequeno", ressalta.
Miriam considera ainda que o esperado pronunciamento do presidente Lula pode amenizar a turbulência ou piorar ainda mais o quadro político, "dependendo do seu conteúdo e tom".
"Além das preocupações com o desfecho da crise por conta das novas revelações de ontem, aumentou o temor de novas denúncias contundentes nas revistas de fim de semana", avalia.
O risco-país brasileiro sobe 2,57%, para 399 pontos. O indicador em alta sinaliza que a confiança dos investidores externos em relação ao país está em baixa. O Global 40, principal título da dívida externa do Brasil, cai 0,21%, para 117,75% do seu valor de face.
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